Já andava de olho no jogo Disintegration a algum tempo, estava bem curioso e esperava por saber o que chegaria com o lançamento deste jogo.

Este é um jogo sci-fi de ação com um estilo aparentemente inovador e promovido como sendo um jogo do co-criador de Halo. Acho que este ponto foi o que mais me chamou a atenção, tendo em conta todo o carinho que o público tem por Halo.

Uma das coisas que me preocupou foi o facto deste jogo ser lançado num mês carregado de pesos pesados, será que ele consegue vingar no meio de tantos titans?

História…

A história do jogo é diferente do que encontramos habitualmente, a humanidade foi quase dizimada e o mundo acabou quase a beira do abismo… As forças da natureza tomaram conta do planeta e a humanidade tem agora que sobreviver.

Como seres humanos temos a capacidade de nos adaptar e os sobreviventes criaram uma tecnologia incrível de transferência de consciência para as máquinas. Esta foi a forma que os humanos arranjaram para continuar neste planeta, passar a sua consciência para corpos robóticos passando assim a ser imortais.

Inicialmente o processo de passagem de consciência para corpos robóticos era voluntário, mas uma força opressiva começou a expandir-se e a forçar todas as pessoas a executarem este processo aumentando assim um exército imparável de máquinas sem livre vontade. Podemos dizer que o mote deste jogo passa a ser uma luta contra as forças opressivas que querem obrigar os humanos a virarem máquinas

Nós vamos jogar com Romer, um dos primeiros voluntários a passagem da consciência para um corpo robotizado. Romer em conjunto com alguns dos voluntários à integração criam uma rebelião contra as forças opressivas.

No início a premissa de Disintegration parece uma simples luta contra as forças opressivas a uma enorme escala.

Graficos e Som…

No que toca ao design, apesar de ser variado eu acho que é bastante linear e com espaços bastante repetitivos. Tem alturas que nos dão a ilusão de podermos escolher vários caminhos que na realidade não vão dar a locais diferentes.

Eu diria que tentaram criar um mundo bastante extenso mas que é ao mesmo tempo bastante despido seja de paisagens como de vida.

Em relação aos nossos inimigos acabamos por perceber facilmente que não há grande variedade ao longo do jogo. Algo que não dá para apreciar com a devida atenção são as animações dos nossos colegas quando atacam os inimigos, isso deve-se pelo facto de estarmos sempre enfiados dentro do Gravcycle que acaba por fazer com que tudo pareça mais pequeno.

Entre uma ou outra missão temos algumas cinema que vão ajudando com a narrativa do jogo mas quase sempre são cinemáticas que nos dizem o que vamos fazer na próxima missão. Também entre missões podemos controlar a nossa personagem em terceira pessoa num espaço que é o nosso centro de operações.

Para além dos passeio que fazemos no centro de operações temos também a possibilidade de fazer upgrades, requisitar objetivos secundários e até ver e ouvir personagens a dialogarem umas com as outras.

No que toca ao som, o jogo não está mau, tem umas trilhas sonoras interessantes e uns efeitos especiais que cumprem o seu papel, mas nunca diria que é perfeito.

Jogabilidade…

Este jogo aborda temas como as relações inter-humanas, livre-arbitrio, e relações entre máquinas e humanos… Tudo isso banhado com um tema sci-fi que torna tudo mais interessante.

Eu diria que a jogabilidade deste jogo é uma mistura de FPS com um RTS onde podemos controlar um veículo voador que tem a capacidade de disparar e causar grande dano. Em simultâneo temos de dar ordens a nossa equipa de forma a conseguir ataques e interações com pontos de interesse e por vezes sair da linha de fogo.

Comecemos pelo que mais me deixa curioso, estou a falar da Gravcycle. Uma mecha que flutua e causa bastante dano.

O controlo desta mecha faz-me lembrar do pardal em Destiny (aquela mota voadora que usávamos para nos deslocar). 

Esta Gravcycle desliza pelo ar e não sentimos grande inércia nos seus movimentos, isso faz com que os movimentos não sejam muito precisos e acabemos a bater contra algo ou a falar redondamente o nosso alvo. Mas acredito que tudo isto é uma questão de aprendizagem, e com o tempo acabamos por nos habituar ao controlo deste mecha.

Temos também de treinar um pouco os tiros pois os jogadores vão falhar muito e não existe nenhum sistema de auto-aim que ajude.

Passando para algo que eu gostei bastante. Nesta nossa jornada não estamos sozinhos, temos connosco quatro companheiros de jornada. Estes nossos companheiros são controlados pela AI (inteligência artificial) e ainda têm a desvantagem de não usar gravcycles e terem de usar os seus pés para se deslocarem. Em contrapartida contam com corpos únicos com as respetivas habilidades. Uns têm escudos, outros têm granadas, morteiros e outros até têm a capacidade de paralisar inimigos, tudo isso depende da sua classe.

Apesar de termos 4 companheiros de jogo somos nós que temos que lhes dar ordens para que consigamos levar o jogo a bom porto. Comandar os nossos parceiros de jogo é bastante simples e acrescenta uma boa mecânica a um jogo que inicialmente parecia estar completamente despida de novidades.

Quando estamos na Gravcycle  estamos limitados a um tipo de tiro e a uma habilidade espacial, assim sendo temos de jogar bem e combinar ataques com os nossos parceiros de forma a conseguirmos avançar. Uma das coisas que achei interessante foi o facto de a nossa equipa se manter quase sempre perto de nós, afinal de contas uma equipa unida é uma equipa que tem possibilidades de chegar mais longe.

Uma dica que vou dar a todos os que lêem esta review é que apesar de o objetivo ser eliminar os inimigos maiores, nunca nos devemos descuidar com os inimigos mais pequenos, caso contrário acabamos por ser derrotados pois estes têm a facilidade de nos aniquilar pois surgem em maior número.

É possível comandar cada um dos nossos parceiros individualmente e é possível usar as suas habilidades em diferentes locais usando os direcionais para comandar a sua posição de forma a posicionar as unidades nos melhores locais para um ataque a um inimigo em específico através de ataques coordenados.

Infelizmente os nossos parceiros de jogo não se protegem de ataques dos nossos inimigos, pelo contrário, parece que estão sempre na linha de fogo. Isto é mau, principalmente quando os nossos parceiros têm pouca vida e morrem com uma certa facilidade. Felizmente o respawn é bem rápido assim que chegamos a essa personagem.

Um outro ponto que se torna negativo dentro Disintegration são as missões, estas destinam-se a ir do ponto A ao ponto B com pontos que devemos proteger ou interagir. O jogo torna-se bastante repetitivo e chega a ser cansativo já para não falar de ter níveis demasiado longos.

Disintegration conta com um modo história, mas o modo que chama mais a atenção dos jogadores acaba por ser o modo multiplayer onde os jogadores vão encontrar três modos competitivos com elementos PVP e PVE que prometem ser divertidos.

Conclusão…

Disintegration é um jogo que terei de considerar mediano e que apesar de já ter tido algumas atualizações conta ainda com alguns bugs que afetam a experiência. Alguns bugs infelizmente são tão graves que ficava bloqueado no jogo e tinha de reiniciar o nível em que me encontrava. Também aconteceu  ficar várias vezes com a Gravcycle presa nos cenários.

Eu não estava à espera de um jogo soberbo, mas para ser sincero também não estava à espera de um jogo que em parte parece estar inacabado. Eu posso simplesmente definir Disintegration como um jogo sem conteúdo. Isso deixa-me triste porque o jogo apresenta uma produção bastante interessante e por isso sei que poderiam ter feito muito mais com este jogo.

Infelizmente tenho de dizer que o jogo até começa bem mas os jogadores perdem o interesse muito rápido.

Nota 6/10

Positivo
  • História interessante.
Negativo
  • Mundo vazio.
  • Gravcycle limita o ponto de vista.
  • Inimigos pouco variados.