Jogos do estilo Dungeons & Dragons estão a ficar novamente na moda e é a altura perfeita para o lançamento de versões aprimoradas de jogos deste estilo que anteriormente só chegavam ao PC.

Planescape chegou em 1999 e Icewind Dale em 2000, e eis que agora chegam num pack a Nintendo Switch, isso significa centenas de horas de jogo com dois RPG’s gigantes que em conjunto com o titulo da franquia Baldur’s Gate abriram caminho para títulos como Divinity: Original Sin e Pillars of Eternity.

Planescape e Icewind Dale já foram lançados a. Cerca de duas décadas atrás, e nessa altura estes jogos não eram tão acessíveis como são hoje em dia. Não Bauer isto dizer que eram maus jogos, mas eram épocas diferentes e tiveram o seu espaço no mercado dos videojogos. Na verdade estes títulos estavam entre os melhores títulos do gênero e eram conhecidos pela sua história e jogabilidade.

A Beamdog foi a responsável por melhorar e trabalhar nestes dois títulos de forma a oferecer ao jogador uma aventura mais acessível e divertida para os jogadores da atualidade.

Estes jogos contam agora com vários níveis de dificuldade e um conjunto de regras principais para quem deseja uma experiencia original de Dungeons & Dragons da 2ª edição.

Icewind Dale conta com um novo modo Story que para além do jogo completo com todo o seu combate e exploração ainda remove a capacidade de morrer tornando o jogador mais forte do que os inimigos de forma a poder desfrutar do jogo.

Icewind Dale…

Este foi o meu primeiro destino assim que agarrei no jogo. Neste jogo vamos controlar Jerrod, um bárbaro que se sacrificou para salvar Icewind Dale de uma invasão de demônios antes de nos instalarmos em Easthaven juntamente com os seus companheiros de aventura.

Este é um jogo de Dungeons & Dragonse como tal as escolhas do jogador são fundamentais para a experiência do jogo.

Icewind Dale está carregado de fantasia e magia, ele inicia numa taberna onde vamos reunir uma data de informações com o taberneiro e os seus clientes sobre o que está a acontecer naquele local.

Há um homem chamado Hrothgar que está a organizar uma expedição a cidade de Kuldahar onde acontecem eventos que desencadeiam eventos que vão dar um início apropriado a esta história.

Durante o jogo e os seus combates é importante conseguir gerir o grupo durante a batalha. O ideal é dar uma pausa no jogo e mover adequadamente o grupo de forma a coordenar ataques.

Os ladrões podem usar o stealth de forma a escaparem de uma forma furtiva pelas sombras e flanquear os inimigos, os magos podem usar feitiços de forma a controlar o fluxo de uma luta, os berserkers podem usar a sua raiva de forma a causar dano extra apesar de ser necessário ficar de olho neles depois disso.

Uma parte das batalhas vai parecer muito fácil mas é fácil perder o controlo das mesmas pois podemos ficar subcarregados à mercê de dados que desconhecemos e que no início poderá ser um pouco frustrante…

A parte boa de tudo isto é que se quando mudamos para Planescape: Torment a jogabilidade e os sistemas são quase idênticos o que é muito bom principalmente se o jogador estiver a jogar os dois jogos em simultâneo.

Em Planescape: Torment o jogador é o Inominável e a história começa com a personagem a acordar na morgue com amnésia sem saber como morreu ou quem o matou e por isso mesmo a nossa personagem é apelidada de “Nameless One”

Somos recebidos por uma caveira flutuante chamado de “Death” que nos vai ajudar a escapar e a descobrir quem é a nossa personagem.

Uma das coisas que mais gostei neste jogo foi o humor empregue no mesmo. Existem muitos momentos sérios que nos contam muito sobre a história e personagem mas os momentos de humor protagonizados pela caveira são incrivelmente divertidos.

Planescape: Torment

As configurações dos dois jogos também são bem diferentes, não são simplesmente histórias de espadas e feitiçaria, aqui iremos conversar com várias criaturas após acordarmos literalmente da morte. Planescape: Torment está longe de ser tão acessível como o jogo Icewind Dale o que é uma surpresa. Em Icewind Dale não temos uma dificuldade de jogo e não temos propriamente uma ajuda que se sinta nas primeiras horas de jogo já para não falar que o jogador será várias vezes atacado e terá de confiar na RNG dos dados ocultos.

É incrível como este pack pode oferecer dois jogos tão semelhantes mas tão diferentes ao mesmo tempo. mas posso dizer que na altura em que estes jogos foram lançados eles foram um secesso e os jogadores mais puristas vão ter a mesma experiencia que tiveram a 20 anos atrás. A única pergunta que faço e que me parece pertinente é…”Por quê compartilhar os controlos nos dois jogos, mas não compartilhar as mesmas opções de dificuldade?”

Conclusão…

Icewind Dale e Planescape: Torment foram lançados a 20 aos atrás mas continuam a ser excelentes jogos, podem não parecer tão bons como quando foram lançados pois o género já evoluiu muito, mas mesmo assim ainda são impressionantes. O ponto negativo passa pelo facto de não haver suporte para toque do ecrã da Switch, algo que não entendo e que certamente haveria muitas opções que poderiam ter sido colocados nessa mecânica.

Enhanced Edition acabou por funcionar muito bem na console portátil da Nintendo usando um controlador (ou o Joycon). Estes jogos apesar de parecerem diferentes eles são muito semelhantes, mas apesar de o jogador precisar de um pouco de paciência para jogar um destes dois títulos acabará por adorar. São jogos que levam varias horas a ser terminados e na minha opinião o jogador deveria jogar estes clássicos.

 

Nota: 8/10

Positivo
  • Portos excelentes
  • Ótimas histórias, bem escritas
  • Controlos compartilhados nos dois jogos
Negativo
  • O suporte ao ecrã sensível ao toque na Switch
  • Accessibility não se estende aos dois jogos