Passaram-se cerca de 23 anos entre o lançamento de final Fantasy VII e o seu Remake. A revelação do Remake aconteceu na E3 de 2015 na conferência da Sony PlayStation.

A promessa da Square Enix foi de seguir a ideia original do jogo e aprofundar determinados pontos.

mais de 20 anos de distância entre os dois títulos permitiram que muitos dos pontos do jogo fossem reajustados e as personagens ganhassem novas roupas que agora iriam corresponder a sua nova e reeditada imagem.

Mas creio que uma das maiores introduções ao jogo foi a voz das personagens. à primeira vista pode parecer algo simples mas que há 20 anos atrás era algo que não acontecia neste tipo de jogos. antigamente no decorrer do jogo as falas das personagens eram três escritas em pequenas caixas de texto, agora as nossas personagens tem uma voz o que faz com que seja possível criar emoções nos jogadores.

algo que eu gostei bastante dentro do jogo foi o momento em que cheguei ao bar da Rifa, o Seven Heaven. tudo está exatamente com a mesma localização do jogo original respeitando que de pormenor e cada peça e compunha este bar.

História…

O jogo passa-se no planeta Gaia, o lugar onde uma mega corporação chamada Shinra está instalada numa cidade chamada Midiga. 

Esta mega corporação está a extrair a energia vital do planeta Gaia para transformar num outro tipo de energia que eles necessitam. É nesse momento que entra em ação um grupo ECO-terrorista de nome AVALANCHE que para impedir a destruição do planeta Urano uso abusivo desse recurso planeia acabar com a Shinra planeando ataques aos seus reatores. A nossa primeira missão passa por colocar uma bomba no primeiro reator e a explodir a mesma.

Numa das primeiras missões iremos entrar na pele da nossa personagem o famoso Cloud Strife, uma personagem que já fez parte do exército da corporação, e É aqui que inicia a nossa aventura em Final Fantasy 7 Remake.

O início do jogo é bem parecido com a Demo que experimentamos no início de Março, apenas existem algumas pequenas diferenças.

Tetsuya Nomura prometeu não mudar ponto chave no videojogo, mas disse que ia adicionar coisas ao jogo e as personagens de forma a tornar o jogo mais robusto. 

Gráficos e Som…

Tal como outros jogos este também tem os seus pontos negativos, ele peca um pouco na qualidade gráfica e na qualidade de otimização. por mais que o jogo seja muito bonito principalmente nas cinemáticas ele erra um pouco principalmente no ambiente que nos rodeia. 

As side Quest não trazem nada de novo, e tendo em conta que este jogo é uma melhoria estávamos à espera de quê houvessem novidades no que toca as sidequests.

Existe também o problema da câmara uma vez ou outra a câmara comportou-se de uma forma estranha quando usava a mira automática, foram várias as vezes que tive que desativar em mira ajustar a câmera de uma forma mais inteligente e voltar a ativar a mira.

As trilhas sonoras do jogo estão incríveis tornando o jogo mais vivo e dando mais emoção ao Gameplay. as trilhas sonoras são as originais Mas algumas delas têm pequenos retoques que lhe dão ainda mais qualidade. Neste ponto Não há absolutamente nada a apontar.

Os efeitos sonoros, esses cumprem bem o seu papel dando muito mais qualidade ao título.

Jogabilidade…

É no sistema de combate que vemos Final Fantasy 7 Remake brilhar. Ele segue o sistema ATB (active time battle). Basicamente a nossa personagem deve usar ataques normais até que uma barra se encha e ela possa usar ataques especiais, magia e itens.

para quem achou que este jogo seria apenas um monte de lutas onde iríamos ficar a apertar apenas um botão acabou por se enganar redondamente.

o jogo conta com batalhas incríveis dando um especial destaque nas batalhas contra os bosses.

quando batalhamos contra os vossos acaba por acontecer quase sempre uma cinemática que dá uma reviravolta e nos deixa boquiabertos.

vai por mim de boca aberta a olhar para o ecrã de jogo e a perguntar-me como ter sido no jogo original, acabei por ter de recorrer ao YouTube para ver e não fiquei nada decepcionado.

Todas as personagens foram remodeladas e posso dizer que ficaram incríveis. Toca tem a habilidade de atordoar os inimigos. Barret consegue usar metralhadoras para atacar de longe sem usar PM. Mas esta personagem pode alterar completamente o seu estilo de jogo equipando uma garra em vez das suas habituais metralhadoras. Isso impossibilita-o de usar ataques a distância mas garante um dano muito maior nos adversários.

Cada personagem do jogo tem um estilo bem próprio de luta, mas também dependem da arma que têm equipada.

Outras ótimas adições ao combate foram a esquiva e a defesa. podemos usar a defesa para levar menos dano mas se conhecemos bem os ataques do adversário ou o estilo de ataque do adversário podemos usar a esquiva e assim não levar qualquer dano. É claro que é importante saber para onde desviado caso contrário levaremos dando na mesma e assim pode ser o nosso fim.

Outras mecânicas foram adicionadas ao sistema de defesa, com Cloud ele conta com duas posições de luta durante os combates, a posição soldado e a posição justiceiro. na posição justiceiro em ataques corpo-a-corpo ele faz um ataque surpresa com golpes fortes abrindo assim a defesa do nosso inimigo e conseguindo um dano elevado.

Midiga parece uma cidade bastante viva, enquanto exploramos todo o cenário podemos cruzar os com várias pessoas nas ruas ou então dentro de comboios ao casas onde as pessoas estão na conversa dando uma sensação de vida e de envolvência. o jogador sente tanto a vida deste jogo que acaba por querer conhecer as várias personagens que se encontram espalhadas pela cidade e querer também ajudar este povo tão sofrido completando assim missões para eles.

As missões secundárias não são nada revolucionários, pelo contrário são até bem simples e algumas delas até parecem não ter qualquer tipo de sentido. Mas o jogo acaba por ter uma envolvência muito maior talvez por causa da nostalgia aliada a grande capacidade que produtora teve de tornar o jogo mais vivo e isso deixa os jogadores com o coração bem cheio.

O jogo está recheado de mini jogos como o jogo das setas, competição de agachamentos, dança e muito mais. isso dá ainda mais conteúdo ao jogador acabando por se divertir com coisas diferentes das missões que o jogo nos vai dando.

temos ainda a caça as 31 músicas do jogo estão espalhadas por todo o mapa ou tentarmos coletar todas as medalhas Mugol para trocar por itens especiais.

Outra novidade do jogo é a personagem Chadley, o aprendiz da Shinra que ajuda o grupo de heróis fazendo pesquisas sobre novas matérias.

ao fazer pequenas mini missões este aprendiz vai disponibilizar mais matérias que podem ser compradas. Ele também desenvolve matérias de invocação como a do Fat Choboco, da Shiva e do Leviathan e para adquiri-las devemos lutar contra esses sumos… quando adquirimos uma destas matérias devemos equipar nas nossas armas e cada personagem tem apenas uma elite para esta matéria, por isso convém escolher bem. O sumo pode ser invocado só em boss Battles e após findar o seu tempo de invocação o sumo usa o seu ataque especial. 

Conclusão…

Apesar de alguns problemas gráficos principalmente na renderização de alguns ambientes, alguns problemas com a mira e a falta de originalidade nas sidequest, Final Fantasy VII Remake não deixa de ser um excelente jogo.

O jogo está incrível tanto para os veteranos como para quem nunca jogou este jogo. Posso dizer com toda a certeza que a Square Enix tornou este título num título de respeito. Vale muito a pena jogar, infelizmente teremos de esperar, ainda não sabemos bem quanto tempo, para jogar a segunda parte do jogo.

 

Nota: 8/10

Positivo…   Negativo…
Qualidade gráfica geral.   A espera pela segunda parte é dolorosa. 
Trilhas sonoras lindíssimas.   Mira automática desconfigura. 
Vozes das personagens.   Gráficos de alguns ambientes não foram renderizados.