Da produtora do jogo Life is Strange, chega ao mercado o jogo Vampyr, um jogo baseado no universo dos vampiros e que nos promete uma nova visão neste estilo de jogos.

Vampyr tornou-se rapidamente um dos jogos mais esperados por muitos, já eu, mantive-me séptico até ao dia do lançamento.

Assim que iniciamos o jogo as duvidas começam a crescer. Estamos próximos de Londres e acordamos numa pilha de corpos. No mais io de todos estes corpos um acaba por se levantar, estou a falar da personagem do jogo, Jonathan Reid. Neste momento Jonathan não sabe bem o que se passa até ao momento em que vê alguém. A nossa personagem ainda nem conseguiu recuperar os sentidos mas é possível perceber que a pessoa que Jonathan vê está feliz por vê-lo. Neste exato momento Jonathan só consegue pensar no sangue que corre nas suas veias e no acelerar do coração.

Jonathan é agora um vampiro, acabadinho de transformar e tem uma sede de sangue gigantesca. Apesar de tudo isto, o seu lado humano ainda prevalece e a sua mente continua intacta.

É nesse momento que Jonathan percebe que tinha acabado de morder e matar a sua própria irmã.

Jonathan não tem.muito tempo para pensar nesse assunto, afinal de contas ele está a ser perseguido por desconhecido e tem de sair dali de forma a se manter vivo.

Mas ele tem também de perceber o que se passou ao certo, quem o mordeu e consequentemente o transformou e qual é o papel dele nesta história toda.

Em Vampyr, estamos muito as escuras no que toca a narrativa, apesar desta ser bem forte e onde os mistérios do enredo nos são apresentados pouco a pouco com voltas e reviravoltas.

Assim que somos sugados pelo enredo, acabamos por perceber que tem uma história bem LINEAR apesar de existirem historias secundárias que são bastante importantes, mas que não são obrigatórias.

Este jogo também tem uma componente muito estranha… Se explorarmos todas as zonas do jogo e falarmos com todos os personagens possíveis, vamos acabar por saber tudo da vida deles, desde boas ações e os podres de cada um.

Jonathan acaba por ser quase como um juiz, ele passa a decidir que deve viver e quem deve morrer, e os que morrem passam todo o seu conhecimento e experiência de vida para Jonathan , quase como que um passagem de testemunho que irá inundar a personagem de novos conhecimentos.

Mas tudo isto não tem só uma componente positiva, para grandes poderes, grandes responsabilidades (já dizia o tio Ben).

O mapa do jogo está dividido por distritos, e quando um distrito entra num estado muito grave, aumentam os inimigos, saqueadores e criaturas malignas de uma forma bem considerável. Assim sendo passamos a ter combates mais regularmente. Conhecer as histórias das mais variadas personagens é importante, saber o que pensa e as ações que toma e então decidir se o mundo viveria bem sem essa personagem.

Mas as escolhas são sempre muito complicadas, isso porque uma emferemira bem posicionada e importantr num hospital pode valer-nos 5 mil pontos de experiência enquanto que um bandido ou saqueador pode apenas valer mil pontos. Assim sendo será muito frequente estarmos atrás de personagens no jogo que tenham alguma influencia e possam render-nos alguns milhares de pontos.

Jogabilidade...

Em jogos RPG os combates são muito importantes, e em Vampyr as coisas não são diferentes e temos um sistema de combate bem satisfatório. O sistema de combate está repleto de boas idéias , pena que nem todas foram bem executadas. Acho que a produtora poderia ter adiado um pouco o lançamento do jogo para poder dar um polimento ao jogo de forma a melhorar a experiência.

Inicialmente os combates são bem duros e por vezes dá umas travadelas, mas acabamos por nos habituar, o combate chega a ser bem divertido.

O estilo de combate faz-me lembrar um pouco o jogo Dark Souls com a barra de folego e inimigos bem perigosos. Mas a inspiração do jogo não parece ter passado somente por Dark Souls, eu vi muito do jogo The Witcher 3 neste jogo o que até é bastante positivo porque são dois jogos de.muito sucesso e que merecem estas referências.

O sistema de combate vem também acompanhado de um sistema de evolução onde podemos apanhar pequenosnitens nos cenários ou até dr mercadores e quando combinamos esses itens acabamos PPR fazer melhorias para as nossas armas.

As armas de Reid podem ser facas, facões, laminas e muito mais ou então as mais variadas armas de fogo.

Se estão na espera de uma troca de roupas, podem esquecer, o sistema de personalização da nossa personagem não vai assim tão longe.

A evolução ocorre sempre de uma noite para a outra, antes de irmos dormir gastamos sempre os nossos pontos de experiência. Assim sendo a nossa experiência in game vai acontecer sempre durante a noite, afinal de contas é nessa altura que os vampiros comuns andam.

A qualidade do jogo é boa, isso ninguém pode negar, mas Vampyr acaba por pecar constantemente no seu desempenho geral. Eu testei este jogo na PS4 e foram nítidos os engasgos e perda de frames constantes. O jogo tem um excelente visual, mas parece consumir mais recursos do que tem e por isso acabamos por ter quedas constantes de frames. Mas pelo que pude ler, isto acontece em todas as plataformas o que acaba por nos levar até ao ponto de mais tempo para polir este jogo.

Mesmo assim temosnde assumir que existem muitos pontos em que o jogo acaba por ser bom, um desses exemplos é a trilha sonora, tem uns toque de violino que chegam a arrepiar e batidas muito fortes em momentos cruciais da ação do jogo. Outro dos pontos que me cativou no jogo foi a iluminação, muito boa a luz no chão molhado por causa da chuva, ou então o ambiente que nos rodeia que pede ajuda desesperada com ambientes escuros e húmidos.

Tenho jogado muitos jogos onde a AI (inteligencia Artificial) é um dos pontos chave dos jogos, e tenho ficado impressionado com muitos desses jogos. Mas em Vampyr esse não é certamente o ponto mais forte, podemos facilmente apoximar-nos de um inimigo por trás e fazer vários estragos (mesmo fazendo barulho). No que toca a combate, os inimigos têm um padrão de movimento bem idêntico o que nos leva a derrotar os mesmos com uma certa facilidade.

Conclusão…

No resumo geral, Vampyr é um bom jogo. Certo que tem muita coisa para corrigir e que poderiam ter esperado um pouco mais para lançar o jogo com mais qualidade. Mas também entendemos que sendo um estúdio pequeno não existe orçamento para muito e para fazer o polimento de que falei anteriormente é preciso dinheiro.

Vampyr não tem a melhor historia do mundo, poderá até soar como um clichê mas não deixa de ser interessante.

Assim sendo posso assumir que se fizerem a correção de alguns erros a curto prazo este poderá ser um jogo muito procurado pelo publico.

 

Nota: 7/10

 

Positivo…

Trilhas sonoras.

Iluminação dos ambientes de jogo.

 

Negativo…

Perda de FPS’s em certas alturas.

Movimentos da personagem fracos.