Until Dawn
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Release: 26-8-2015
Price: € 69.99

Until Dawn

Genres: SIMULADOR, PLATAFORMAS, AVENTURA Producer: Sony
PS4
Violence Fear
  • Production: Sony
  • Release date: 26-8-2015
  • Recommended age: 18 years

Until Dawn já está no mercado e a meu ver parece ser um jogo que terá grandes vendas. Until Dawn é um survival horror em que todas as escolhas que fazemos no decorrer do jogo têm consequências. O jogo baseia-se no efeito borboleta e este recurso para além de ser devastador é também muito eficaz e acrescenta um peso extra a todas as escolhas que o jogador faz.

 

O jogo tem uma história que inicialmente me fez lembrar o filme “Sei o que fizeste no verão passado”, oito adolescentes juntam-se numa casa na montanha longe da civilização e dos seus familiares. Nesse convívio entre os jovens, duas raparigas entram na floresta e desaparecem (não contarei muito para não estragar a história do jogo. Um ano após esse desaparecimento os jovens voltam a reencontrar-se na mesma casa onde estiveram no ano anterior.

Este segundo ano em BlackWood Pines tem mudanças em relação ao ano anterior pois existem casais, separações e parcerias que anteriormente não existiam. A pergunta a ser feita é a seguinte, vocês sabem o que acontece nos filmes de terror quando não há união entre os grupos? É isso mesmo, corpos começam a aparecer por todo o lado. Em Until Dawn não é diferente, um louco mascarado com um facalhão ameaça a vida de todos estes jovens e as nossas escolhas podem ditar a vida ou morte destes jovens.

 

Entre cada um dos episódios iremos estar frente a frente com um psiquiatra no seu consultório, nós controlamos uma personagem desconhecida e respondemos as perguntas que nos são feitas conforme achamos mais correto, o psiquiatra chega mesmo a pedir para sermos o mais sinceros possível. As perguntas vão girar em torno dos nossos medos e sentimentos em relação as personagens do jogo. Estas perguntas vão ditar o que pode aparecer ou não no jogo mediante os nossos medos e o que podemos usar para atacar que nos persegue.

As escolhas que fazemos quando falamos com o psiquiatra é um dos exemplos mais óbvios do efeito borboleta presente em Until Dawn.

Não quer isto dizer que uma escolha que fazemos agora se vai reflectir de imediato no capítulo seguinte, nada disso. Tudo depende da forma como resolvemos as dificuldades que nos vão aparecendo, isso pode oferecer diferentes ferramentas ou até diferentes conflitos interpessoais.

 

As decisões que tomamos quando estamos com o psiquiatra não têm “volta a trás”, assim que validamos uma decisão não conseguimos altera-la, a única forma de fazer uma decisão diferente é terminar o jogo e voltar a iniciar uma nova partida. É um bom sistema, assim o jogador terá de viver com as decisões que toma sejam elas boas ou más.

 

O jogo não tem muitas horas, na realidade o jogo dura da noite ao amanhecer o que nos permitiu jogar várias vezes o evento e experimentar várias decisões de forma a que pudesse ter uma ideia das mudanças que o jogo sofreria com as decisões que íamos tomando.

Como o jogo é composto por oito personagens as possibilidades são imensas e cada vez que jogamos, as coisas podem acontecer de uma forma completamente diferente da anterior.

 

Status borboletas...

O status borboleta é a forma de o jogador saber que alguma decisão alterou o rumo da história e de que forma esse rumo foi alterado.

Existem borboletas de várias cores e cada uma delas tem um significado diferente, e sempre que o nosso canto superior esquerdo pisca com uma borboleta basta olhar para a cor para saber se a decisão que tomamos vai trazer algum desastre, morte ou outro.

 

Decisões rápidas e importantes...

Tal como tenho vindo a relatar nesta análise, as decisões que tomamos são importantes, mas tornam-se mais complicadas quando temos tempo para as fazer. Essas decisões são tomadas num curto espaço de tempo e têm de ser precisas, afinal de contas o tempo de reação dos jovens também tem de ser rápido devido a situação de horror em que se encontram. Se a nossa decisão não for tomada atempadamente isso vai originar que a nossa personagem tropece num objeto durante uma fuga ou uma outra situação perigosa que possa originar a morte da personagem que controlamos ou de algum dos outros jovens.

Quando uma personagem tropeça no decorrer de uma fuga é tempo que desperdiça e isso pode causar a morte desse personagem como a morte de uma personagem que o jogador possa estar a tentar salvar. Este sistema de decisões rápidas obriga o jogador a uma imersão muito maior mantendo o jogador tenso que certamente acabará por falhar outros botões que adicionam mais consequências ao jogo.

 

Personagens...

Cada personagem do jogo tem uma personalidade distinta e será inevitável o jogador não sentir empatia por algumas dessas personagens. Quando uma das personagens que nós gostamos morre é complicado avançar no jogo. O destino de todas as personagens está nas nossas mãos e e triste que as nossas escolhas afectem o futuro de todas elas, por isso convém ter muito cuidado com as decisões que tomamos. O jogador vai dar por si a planear cada movimento de forma a que as suas personagens preferidas não morram.

 

Interação com os cenários...

Until Dawn não é um jogo que tenho muitos itens com que se possa interagir. Normalmente os objetos com que podemos interagir estão assinalados com uma luz prateada que acaba por aparecer sinalizada com um “X” quando nos aproximamos da mesma. Não há muito para explorar nos cenários o que é pena pois dá a ideia de que poderia ter sido dado mais ao jogador para ele poder “jogar”.

No decorrer do jogo vão aparecendo pistas, inicialmente elas parecem sem sentido mas conforme avançamos no jogo as peças vão encaixando e as pistas vão fazendo sentido e muitas vezes estaremos na busca de pistas ovas para tentar alterar o rumo da história.

 

Colecionaveis...

O jogo conta com alguns colecionáveis, mas um dos que vai chamar mais a atenção dos jogadores são os “totens” de madeira que revelam o futuro. O que virmos no totem poderá muito bem-estar prestes a acontecer.

Os jogadores vão dar por si a observar várias vezes os totens e a visão presente neles de forma a tomar decisões mais cuidadosas quando algo algo ligado a essas visões possa estar prestes a acontecer de forma a evitar o acontecimento da visão. Tem uma altura em que o totem me mostra uma personagem a cair do penhasco, o que resulta na sua morte. Assim que essa personagem chega a uma zona onde tem um penhasco todas as minhas decisões fora para tentar afastar essa personagem do penhasco para que a mesma não cai-se. E todas as decisões do jogo acabam por ter influência nas visões que temos dos totens onde nos encontramos constantemente a ponderar cada decisão.

 

Recursos do controlador...

Normalmente a Sony Playstation costuma usar muito todos os recursos dos seus controladores, mas um dos que eu raramente vejo em uso é o giroscópio. Em Until Dawn o giroscópio tem uso e é um uso muito interessante e inteligente, assentou que nem uma luva num survival horror.

A primeira vez que usei o sistema de giroscópio no jogo foi quando cheguei pela segunda vez a BlackWood Pine e dei comida a um esquilo. Na primeira tentativa eu não percebi as indicações que me foram dadas e movi o comando de jogo e o esquilo fugiu. Numa segunda tentativa eu mantive o controlador imóvel durante o tempo indicado e consegui que o esquilo viesse buscar comida a mão da personagem. Mais o uso deste giroscópio será feito outras vezes como por exemplo quando fugimos do serial killer e nos aparece a opção para correr ou esconder. Eu escolhi esconder, e quando me escondo tenho a opção de me manter imóvel, ou seja não posso movimentar o controlador. Se o jogador movimentar o comando um pouco que seja, mesmo que ache que não foi quase nada, a personagem ira ser apanhada o que pode significar a morte da mesma.

 

Gráficos...

Until Dawn é um jogo bastante inteligente onde nos guia através de várias narrativas e onde são usados recursos visuais que proporcionam uma experiencia envolvente.

Os visuais do jogo nem sempre são o que se espera e por vezes decepcionam, a camara por vezes fica em ângulos que não nos permitem ver a ação como por exemplo atrás de uma árvore ou por cima de um tecto. A solução passa por caminhar para um local diferente ou tentar mudar o angulo com o analógico direito. Este ponto que acabo de mencionar por vezes prejudica-nos porque nos dificulta a visualização de certas pistas que se encontram em locais mais estranhos.

Outro ponto que não é tão positivo como se esperava são os movimentos das personagens. Quando estamos a ver as cinemáticas tudo é bastante fluido e interessante, mas assim que assumimos o controlo das personagens as coisas mudam. As personagens ficam com movimentos rígidos e desajeitados, e quando mudamos de direção mais parece que estamos a controlar um robot.

Em relação as capturas faciais, por vezes as personagens tornam-se um pouco assustadoras com expressões que demoram mais do que seria de esperar ou alturas em que a expressão da personagem é demasiado exagerada. Mas mesmo assim tenho de admitir que está bem feito, mesmo que em exagero.

É lamentável que tanto na dublagem Portuguesa como na Inglesa (língua de origem), a boca mexa mais do que seria necessário. Por vezes a boca das personagens não está em sincronia com as palavras que a mesma está a dizer.

 

Jogabilidade...

A jogabilidade costuma ser um dos pontos mais importantes num jogo, tudo pode ser perfeito mas se a jogabilidade não estiver bem todo o jogo sofre com isso. Em Until Dawn isso não acontece, tudo está muito equilibrado e apesar de as personagens terem um andar pouco fluido, isso não prejudica o jogo.

Algo que não posso deixar de comentar é o facto de o botão “L1” ser o botão usado para se acelerar o passo das personagens e isso não se fazer sentir quase nada.

 

Som...

As trilhas sonoras do jogo estão incríveis, elas consegues transmitir o sentido de urgência, pânico, medo, alegria e muito mais. Em conjunto com todo o enredo podemos sentir o que seria normal as personagens sentirem devido as trilhas sonoras acertadas no momento certo.

Em relação a dublagem, a mesma está perfeita, os nossos queridos atores e actrizes portuguesas fizeram um trabalho de excelência e por isso mesmo estão de parabéns. No geral a Sony faz um grande trabalho no que toca as dublagens para o Português e os jogos saem a ganhar muito com isso.

 

Conclusão...

Nunca esperei divertir-me tanto com um jogo de survival horror, não pelo que os personagens passam mas sim pelas diversas hipótese presentes no jogo e as consequências que cada um das nossas ações tem no decorrer da história. A quantidade de opções nas nossas escolhas faz com que o jogador queira jogar novamente fazendo novas escolhas para ver o resultado.

A nível gráfico, apesar de o jogo ser um pouco instável e por vezes apresentar ângulos inacessíveis, Until Dawn consegue ser um jogo muito interessante e faz com que o jogador acabe por se esquecer destes pequenos pormenores.

Until Dawn é sem dúvida um survival horror como há poucos, um título digno de estar na coleção de todos os jogadores.

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