Prey
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Release: 5/5/2017
Price: € 69.99

Prey

Genres: AVENTURA, SHOOTERS Producer: Bethesda
  • Production: Bethesda
  • Release date: 5/5/2017
  • Recommended age: 3 years

Prey é um jogo que promete agarrar muitos jogadores. Infelizmente a ideia com que eu fiquei foi um pouco controversa pois as primeiras horas de jogo são incrivelmente viciantes e dão ao jogador tudo aquilo que ele procura num jogo deste género, mas infelizmente acaba por cair num ciclo monótono onde leva o jogador a fazer as mesmas ações vezes e vezes sem conta e sem uma história que neste leve por caminhos que deixem o jogador na expectativa.

 

Os inimigos de Prey são bastante peculiares, a ameaça deste título são os “Mimic”, umas criaturas estranhas feitas de uma matéria negra que têm a capacidade de se transformar em qualquer objecto que vejam à sua volta (os “Mimics” são visualmente parecidos com a substância que deu origem ao Venom de Spider-Man).

Um dos pontos que eu e mais gostei nestes novos inimigos foi o facto de estes serem assustadores, imprevisíveis e difíceis de enfrentar. Os “Mimics” saltam constantemente de um lado para o outro o que faz com que seja um pouco mais difícil de os abater, por isso iremos despender bem várias munições para ir derrubando estes inimigos.

 

Uma das coisas que eu mais gosto neste jogo é a liberdade de exploração, na primeira hora tudo é muito linear, mas depois podemos explorar Talos I (nave onde nos encontramos) sem qualquer tipo de limitação. O objetivo é escapar da nave e acabar com a ameaça dos “Mimics” para que estes nunca tenham a oportunidade de contagiar a terra. A parte espetacular disto tudo é que este jogo tem alguns finais possíveis que nos mostram os frutos desta liberdade que temos no decorrer do jogo.

 

Explorar Talos I pode ter as suas vantagens e pode mesmo ser compensador, iremos encontrar membros da tripulação que sobreviveram e aos quais podemos ajudar com os seus pedidos (por vezes são muito chatos pois passam a vida a pedir coisas). Também iremos encontrar recursos extra e muitas informações em documentos de texto e ficheiros de áudio que nos vão ajudar a compreender a história é todos os acontecimentos que nos levaram até ao momento em que nos encontramos. Os recursos que encontramos são a verdadeira economia do jogo, tudo o que conseguirmos encontrar pode ser convertido em matéria num reciclador, depois podemos usar essa matéria para criar pacotes de vida, munições para as nossas armas e até podemos criar Neromods (recurso necessário para evoluir as habilidades da nossa personagem.

Jogabilidade…

Apesar de no decorrer do jogo ser possível melhorar as armas e desbloquear novas habilidades para a nossa personagem, Prey acaba por se não conseguir destacar neste Aspeto.

A jogabilidade é um pouco estranha e quando temos de enfrentar os nossos inimigos, os movimentos que fazemos e a tentativa de mirar nos “Mimics” acaba por não nos deixar muito confortáveis. Temos sempre a habilidade de poder abrandar o tempo, infelizmente isso consome recursos que nos podem fazer falta mais tarde.

 

Gráficos…

Os cenários de jogo e inimigos são diferentes do que Prey nos tinha habituado, mas acaba por ser inevitável ver a referência a outros jogos como Dishonored e Deus Ex. Prey é um jogo bem interessante, mas é impossível não sentir a sensação de já ter jogado algo do género.

Prey é uma mistura de géneros, mas achei que este jogo estaria mais perto de ser um Survival Horror, pelo menos é assim que eu o considero. Tal como já referi acima, este jogo tem uns inimigos assustadores, principalmente por nós apanharem quase sempre desprevenidos. Mas Prey não é uma experiência tão intensa como um Resident Evil mas acaba por ser um jogo que puxa mais pelo ponto da sobrevivência do que o título que acabei de exemplificar.

 

No que toca a recursos estes não são assim tão escassos, mesmo assim quando entramos numa sala com inimigos iremos precisar de muitas balas e quase de certeza iremos precisar de recuperar a vida. A única arma infinita é a chave de fenda, mas infelizmente essa só é útil nos primeiros instantes de jogo, posteriormente acaba por não ser muito útil.

 

No início do jogo temos uns “Mimics” pequenos e mais fracos que iremos conseguir eliminar facilmente. Mas depois são introduzidos novos inimigos cada vez mais poderosos que irão consumir humanos e conseguir uma postura bípede. Alguns inimigos tem o corpo em chamas, outros estão envoltos em eletricidade e como devem entender o combate corpo a  oportunidade tornar-se impossível.  Mas há “Mimics” mais complicados e resistentes, alguns quase nem têm dano quando disparamos contra eles, por isso pode acontecer numa simples sala gastarmos uma quantidade absurda de recursos.

 

Existe uma falta de equilíbrio e norma no que toca a inimigos, tanto podemos estar num local onde nenhum inimigo aparece como de um momento o ar ao outro chegamos a uma zona onde os inimigos são muitos. Se por acaso chegarmos a uma zona onde os inimigos são muitos e não tivermos recursos suficientes, podemos acabar por ficar encurralados sem grande hipótese de nos safar, poderemos ter de recarregar uma gravação anterior para podermos procurar recursos e assim nos abastecermos de recursos para essas batalhas que temos pela frente.

Para que o jogo se torne ainda mais frustrante, Prey adiciona novos inimigos às áreas pelas quais já passamos.

Lidar com os “Mimics” não é fácil, mas a medida que vamos desbloqueando novas habilidades será mais fácil lidar com os vários tipos de “Mimics”. Infelizmente até chegarmos a esse ponto ainda irá levar algum tempo e algumas horas longas de jogo e muitas e muitas repetições das mesmas ações.

 

Conclusão...

Prey está repleto de algumas falhas e é um pouco desiquilibrado, algo que acaba por prejudicar a experiência de jogo.

É um jogo longo e com idéias muito engraçadas, e isso faz com que muitos jogadores passem horas de volta desta aventura. Existem armas de cola que nos vão ser muito úteis, podemos usar as mesmas para criar plataformas para alcançar qualquer lugar. Temos também as granadas que transformam qualquer coisa em matéria, incluindo os “Mimics”.

 

No geral, Prey é equilibrado e estável sem problemas de desempenho. É verdade que existem alguns problemas de física que fazem com que a personagem fique presa em alguns sítios, mas tirando isso não existem problemas graves na versão PS4.

Prey é um jogo agradável e poderá surpreender em alguns aspetos, no entanto a minha opinião é que este jogo tem um potencial e norma e poderia ter sido melhor aproveitado.

Prey não deixa de ser um jogo interessante e com mérito, ele dá-nos varias opções para combateremos os “Mimics” que são inimigos bem originais e temíveis.

Se os pequenos problemas que o jogo tem não são um problema para ti, então este poderá ser um jogo a testar e a ter em conta.

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