Call of Duty WW2
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Release: 2/11/2017
Price: € 69.99

Call of Duty WW2

Producer: Activision
  • Production: Activision
  • Release date: 2/11/2017
  • Recommended age: 16 years

Para muitos, o título de melhor jogo de Call of Duty pertence a “Modern Warfare”, e quanto a isso eu tenho de assumir que realmente foi um excelente jogo. Mas Call of Duty WW2 esteve bem perto de usurpar esse título.

Call of Duty WW2 fez melhorias incríveis em três pontos muito importantes, o modo campanha, o modo online e no modo zombies. Quero acreditar que mesmo que este jogo não tenha conseguido o título de melhor COD de todos os tempos, pelo menos ficará com o titulo do jogo que conseguiu dar uma lufada de ar fresco e colocar de novo a franquia no caminho certo.

 

Recordo os primórdios de COD onde as guerras mundiais eram palco constante dos seus títulos anuais, mas com o tempo os jogadores cansaram pois existiam muitas franquias com o mesmo tema. Com o tempo as guerras mundiais ficaram esquecidas, mas agora voltam a ser moda, tendo com rastilho o jogo Battlefield 1 que saiu para o mercado no ano de 2016.

 

Historia…

No modo história iremos jogar a maior parte da campanha com Ronald “Red” Daniels, um militar da primeira infantaria dos EUA que irá percorrer locais como as praias da Normandia, Paris e irá passar inclusive pela Alemanha. A forma como capturaram os eventos da segunda grande guerra dão uma autenticidade que surpreende qualquer um.

 

Dentro do nosso esquadrão quase todas as personagens têm uma habilidade, seja medico, ou então a distribuir munições. Todos têm a sua função e cabe a nos explorar esses recursos na melhor oportunidade possível. Após usarmos as habilidades do esquadrão, estas ficam algum tempo inacessíveis, por isso cabe a nós decidir se necessitamos mesmo dessas habilidades nesse momento ou se podemos aguardar mais um pouco. O tempo de espera pode ser encurtado eliminando inimigos em sucessão.

 

Existe uma missão que me deixou especialmente apaixonado. É uma missão em que nos fazemos passar por um agente nazi e onde teremos de decorar as informações pessoais do mesmo pois iremos ter perguntas de oficiais e se as respostas não corresponderem as coisas podem dar para o torto. Existe um sistema de diálogo ao estilo de “Mas Effect” ou “The Witcher” onde podemos escolher qual a resposta mais adequada a pergunta que nos foi feita.

 

Jogabilidade…

Este jogo sofreu algumas alterações significativas em setores clássicos como por exemplo a ausência da regeneração automática da saúde. Agora temos de apanhar os kits médicos que se encontram espalhados pelos cenários ou então temos de pedir ao médico do nosso esquadrão um kit medico. Estes kits demoram um certo tempo a serem aplicados, por isso convém ficar fora da ação quando aplicam estes kits.

 

O ritmo das missões também e bastante intenso, e a variedade das mesmas é entusiasmante. Tanto estamos no meio de um tiroteio cruzado como de seguida estamos numa emboscada da qual parece quase impossível sairmos vivos.

 

Modo online...

Não me canso de elogiar este jogo, não só pela qualidade técnica que o jogo tem mas também na narrativa que está impressionante. Mas mais um ano regressamos com Call of Duty, e mais um ano regressam os jogadores do modo online. Jogadores que nunca chegam sequer a iniciar o modo historia, não querem nem dão valor aos vários meses de preparação deste modo de jogo.

 

E é para os jogadores do multiplayer que escrevo agora. Neste modo também há varias novidades, uma das primeiras é uma área social que tem como nome “Headquarters”, isto faz lembrar um pouco o que já vemos em jogos como Destiny. É um espaço onde podemos interagir com outros jogadores onde vemos a nossa personagem numa perspetiva de terceira pessoa. Neste espaço social podemos encontrar novos desafios, testar armas na zona de treinos e para os que gostam de explorar vão certamente descobrir algumas surpresas.

 

Esta nova abordagem acaba por ser mais interessante do que os habituais menus que podemos consultar entre partidas.

Uma das coisas que eu não gostei foram as artimanhas das “Loot Boxes”.  Os jogadores são avisados quando outros jogadores recebem uma Loot Box e são informados do conteúdo que este jogador ganhou, é sem dúvida uma tentativa de motivar os jogadores a comprarem “Loot Boxes”.

 

Outra das grandes novidades deste modo online é o modo “War”, e mesmo que não seja idêntico ao que vimos en “ World of War”, esta versão permite partidas de 6x6 com objetivos específicos e uma forte componente narrativa.

Este parecw ser um modo com bastante potencial, mas fica aqui a desilusão de existirem apenas 3 mapas neste modo, esperamos que sejam acrescentados mais mapas no futuro.

 

A experiência de jogo é muito idêntica com os habituais modos de Team Deathmatch, Search ando Desteoy, Hard Point, Capture the flag. Mas a Sledgehammer foi mais longe e introduziu um novo modo, o “Gridiron”, este é basicamente o modo Uplink dos jogos anteriores mas um pouco mais lento mas com o mesmo objetivo (colocar a bola na baliza).

 

A estrutura de subir de nível e de prestige está de volta mas o estúdio decidiu retirar de vez o sistema de perks substituindo os mesmos por treinos.

São modificadores bem mais modestos mas que só podem ser ativados um de cada vez onde as mudanças mais importantes acabam por ser a escolha de divisão que se encontram divididas em cinco, cada uma delas especializada numa classe diferente de armas.

 

O modo online de Call of Duty continua excepcionais, como já era de esperar, mas não podemos deixar de referir as mal-amadas micro transações e as Loot Boxes. São sistemas que permitem ao jogador ter melhores armas e itens sem se esforçarem realmente para as ganhar. Acaba por ser injusto para quem sobe a pulso neste jogo, mas elas existem e há muitos jogadores a tirarem partido disso.

 

Modo zombies...

Se existe algo para o qual o jogo não nos preparou foi para o modo Zombie. Call of Duty WWII coloca-nos numa equipa onde nos mandam para uma zona para recuperar peças de arte roubadas pelos nazis durante a segunda grande guerra. Mas assim que chegamos a zona onde devemos recuperar tais objetos, deparamo-nos com mortos-vivos que nos vão fazer a vida num inferno chegando até nos através de vagas e vagas de seres caminhantes em decomposição.

Este modo zombies tem um prelúdio que acaba por servir de tutorial onde avançamos através de um mapa onde a neve domina. Iremos acabar por achar uma pá que irá servir de arma para derrubar os zombies com um golpe rápido que lhes arranca a cabeça. Temos de ter em atenção os pontos que vamos ganhando de forma a podermos comprar itens como armaduras. Podemos também adquirir algumas modificações que vão garantir uma certa vantagem aos jogadores e existem ainda varias armas que os jogadores podem testar e ver qual a que mais se adequa ao seu estilo de jogo.

 

Neste modo iremos ter vários tipos de zombies, uns mais básicos, alguns bem rápidos, uns são explosivos e outros são bastante resistentes. Temos ainda os bosses, estes são difíceis de derrubar mas também nos dão maior bónus.

Mas devo confessar que o que mais me impressionou foram os designs dos mapas. Estes mapas não são muito grandes mas têm uma verticalidade muito boa o que dá ao mapa muito para explorar.

Conforme avançamos no jogo e evoluímos a nossa personagem, também ganhamos a capacidade de criar a nossa própria classe onde poderemos eleger elementos como armas e equipamento.

 

Conclusão...

A campanha de Call of Duty está incrível, uma campanha como já a muito tempo eu não via. Gostei muito do modo online e de todas as novidades que o jogo nos trouxe.

Existem as micros transações, mas isso não é suficiente para tirar o brilho que este jogo tem. As melhorias que a produtora implementou a este jogo dão um valor incrível ao mesmo e colocam este jogo como o segundo melhor de toda a franquia, continuando o título “Warfare” como o melhor jogo sentidos os tempos na franquia.

O modo onlien, como já seria de esperar, mantem toda a sua qualidade apesar de não ter sido alvo de grandes mudanças.

Call of Duty: WWII regressou à Segunda Guerra Mundial, mas mais importante ainda, regressou a uma forma que não conseguia há mais de uma década.

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