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Twisted Metal
Avaliação do editor
8.0
Avaliação dos users
9.3
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8.6
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Lançamento: 14-02-2012
Preço: € 49.99

Twisted Metal

Generos: CORRIDAS Produtora: Sony
Violence Bad_language
  • Produção: Sony
  • Data de Lançamento: 14-02-2012
  • Idade Recomendada: 17 anos

Twisted Metal foi um dos melhores jogos da década de 90. Deu aos jogadores todas as ferramentas para a destruição total em plena corrida.

No entanto Twisted Metal desapareceu durante cerca de 10 anos e nada se sabia sobre este jogo.

Tudo mudou quando David Jaffe e a Sony decidiram pegar nesta franquia e dar-lhe um novo rumo. A pergunta é… Será este novo começo digno do nome Twisted Metal?

 

O estilo de jogo continua exactamente a mesma dos jogos anteriores, Calypso organizou mais uma competição mortal de nome “Twisted Metal” que junta psicopatas em veículos armados até aos dentes. O vencedor desta competição vê o seu desejo mais profundo ser concretizado. A mim parece-me muito bem.

 

A primeira grande diferença deste novo Twisted Metal para com os anteriores é o facto de só existirem três personagens principais: Sweet Tooth, Mr. Grimm e Doll Face. Existe ainda mais um personagem mas este não tem um nível próprio no modo História.

Todos estes personagens foram redesenhados para que se tornassem personagens mais sombrios e reais. Vão poder ver cinemáticas destes personagens com protagonistas bem reais em cenários não tão reais.

 

As cinemáticas de Twisted Metal são tão boas que conferem uma vertente mórbida e mais humana que chega ao ponto de arrepiar.

As cinemáticas são apresentadas num tom escuro bem ao estilo de Sin City de Frank Miller que encaixa na perfeição na temática de Twisted Metal.

Pena que a narrativa ficou um pouco a quem do excelente jogo.

 

Tratando-se este jogo de um (Re)lançamento poderemos contar com alguns veículos icónicos da serie.

A famosa carrinha de gelados, (podem encontrar tudo nela menos os bem-ditos gelados), Sweeth Tooth e o Warthog. Foram introduzidos também novos veículos como o Meatwagon, uma ambulância completamente suja de sangue em que a sua abilidade é lançar corpos controlados remotamente, ou mesmo o Junkyard Dog que é uma carrinha com a capacidade estapafúrdia de lançar táxis aos oponentes, pois é táxis, vou voltar a repetir para que entendam de uma vez por todas “TAXIS”.

Para conseguir ter todos os veículos disponíveis é necessários suar um pouco, não vai ser tarefa nada fácil.

Existem ainda uma variedade muito grande de veículos disponíveis nas arenas de combate mas essas são controladas por psicopatas muito banais feitos a imagems dos quatro personagens principais

 

Em Twisted Metal a jogabilidade é praticamente toda da raiz da serie. O controlo requer um pouco de prática mas acaba por recompensar para aqueles que dedicam o seu tempo. As arenas continuam cheias de armas que devemos apanhar para podermos usar no nosso inimigo mais próximo.

Uma novidade é que todos os veículos têm uma arma especial que recarregam com o tempo. Por exemplo, a carrinha dos gelados tem como habilidade transformar a cabeça do palhaço num míssil, mas se em vez de dispararmos o míssil decidirmos carregar na tecla do triangulo a carrinha de gelados transforma-se num geladobot com grande mobilidade e com grande potencial bélico.

Como se tudo isto já não chegasse para causar destruição todos os veículos têm armas de apoio incorporadas, armas essas que são escolhidas pelo jogador.
Podemos escolher desde metralhadoras montadas no veiculo ou se a nossa personagems vai estar equipada com uma magnum ou espingarda.

Twisted Metal tem um sentido muito estratégico incorporado, por isso devemos ter muita atenção quando escolhemos uma armas para o nosso veiculo ou para o nosso personagem.

 

A nível de equilíbrio entre os vários veículos, o jogo apresenta-se exemplar. Todos possuem os seus pontos negativos e positivos, implicando que um veículo mais rápido seja mais frágil mas seja mais ágil para fugir às investidas dos inimigos. Por outro lado, os veículos mais pesados são mais lentos, mas causam e sustêm mais dano que os demais. Nem mesmo a inclusão de um helicóptero – uma estreia na série - consegue manchar o equilibro existente entre os veículos presentes em Twisted Metal. 

A campanha não consegue mostrar a verdadeira razão pela qual o Twisted Metal tem um número acentuado de fãs. Somos colocados em arenas com o único objectivo de destruir todos os nossos adversários até chegarmos às batalhas com os bosses, que mais parecem ter sido forçadamente colocadas no jogo. O pior chega quando nos apercebemos que a inteligência artificial está toda contra nós e, em alguns casos, preferem sacrificar-se a eles mesmos para nos destruir.
Na realidade este jogo parece um Destruction Derby com pinta de Twisted Metal.

 

No modo multijogador vão ter diversão garantida, principalmente, se jogarem contra um grupo de amigos.

Os modos de jogo suportam 16 pessoas e variam entre o “Deathmatch”, Last Man Standing (o mesmo que o deathmatch mas com limite de vidas), Hunted, três variações com equipas destes modos; e o Nuke.

O destaque recai no modo Hunted, que não é nada mais que um jogo da “apanhada” mas visto de um ponto mais sádico e violento. Este modo de jogo é o perfeito exemplo de quando o caçador se torna na presa, uma vez que quem matar o veículo designado, passa a ser a presa para os outros caçarem. Quanto ao modo Nuke, estamos perante um modo de jogo por equipas e que coloca as duas a jogarem por turnos à defesa ou ataque. Os jogadores ao ataque têm de encontrar e capturar os líderes da equipa, controlados pela CPU, trazê-los para o camião de mísseis mais próximo e sacrificá-los.

Se forem bem-sucedidos nisto tudo, uma barra irá ficar cheia e o camião lançará um míssil que será controlado por nós, sendo o nosso objectivo é guiá-lo contra a estátua dos nossos adversários. Parece fácil , mas na realidade não o é. O míssil é lento e navega a uma altitude relativamente baixa, dando a possibilidade dos adversários conseguirem destruí-lo.

Os cenários e os modelos dos veículos e personagens estão bastante detalhados e, embora não seja o jogo com a melhor pontuação no departamento gráfico, Twisted Metal tem uma óptima apresentação, com diversos efeitos provocados pelas armas usadas e destruição dos cenários, sem nunca comprometer a fluidez de jogo.

Antes de fecharem esta janela, deixem-me dizer-vos que este é um pacote muito apelativo e que vale, sobretudo, pela sua capacidade de nos divertir e de nos entreter durante horas, algo exemplarmente conseguido com a sua componente multijogador. Twisted Metal não é perfeito, mas é único no que oferece.

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