Resistance 3
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Release: 6-9-2011
Price: € 59.99

Resistance 3

Genres: ACÇÃO Producer: Sony
PS3

 

E aqui está. Depois de diversas vezes ter jogado Resistance 3 em eventos, algo que nunca traz a calma de estarmos sentados e concentrados no jogo e receber dele tudo o que tem para dar, desde gráficos, atuações dos atores, e também, principalmente, a nível sonoro. Finalmente tive acesso ao jogo em formato de antevisão, possibilitando começar desde o início a estória deste terceiro jogo da série na PlayStation 3.

A série Resistance foi a minha entrada na consola da Sony, fornecendo muito daquilo que é padrão hoje nos first-parties da companhia. Uma visão adulterada da Segunda Guerra Mundial parecia um bom mote, ainda para mais quando na altura todos pareciam estar fartos da vertente real dos acontecimentos. Por outro lado, a série também introduziu um novo herói para a plataforma, Nathan Hale. Proveniente dos estúdios da Insomniac Games, uma coisa teríamos a certeza, as armas também não seriam propriamente reais. Na verdade, tal como acontece neste terceiro jogo, são uma das partes mais importantes da série.

Mas neste momento Nathan Hale não existe na sua forma humana, nem Quimeriana. Apesar de transpirar a spoiler, Nathan Hale foi morto pelo protagonista do terceiro jogo, Joseph Capelli, que assume, talvez, a batalha final contra a ameaça alienígena das Quimeras. Para além da luta contra os "monstros maus", Capelli poderá ser a última oportunidade da resistência, bem como tem como papel a salvação da sua própria família, mulher e filho que se encontra doente.

O terceiro jogo pega no jogador quatro anos após os eventos do segundo jogo. O sangue de Nathan Hale contem a salvação da humanidade contra os vírus das quimeras, mas para que todos fiquem bem as mesmas têm que ser aniquiladas. Capelli está casado com a meia irmã de Nathan, e esta ligação de consciência pesada é algo que permanece em todo o jogo, pelo menos até onde foi possível jogar.

Para além da luta contra uma ameaça, Resistance 3 é também uma jornada de resistência da própria personagem. Deixando a família em Oklahoma, nos EUA, Capelli parte para Nova Iorque com o cientista Dr. Fyodor Malikov, que na versão portuguesa, diga-se voz, é simplesmente, como irei dizer, fraca imitação de um cidadão de leste da Europa. Como seria de esperar tudo está em português, onde algumas vozes estão muito bem recriadas, mas outras simplesmente não fazem sentido, tal é a falta de "seriedade" na forma de proferir os diálogos.

Neste momento não existe um exército unificado na batalha contra as quimeras. As capacidades dos humanos foram subjugadas pela ameaça, estando agora a defesa por trás das linhas da resistência, que se divide em diversas fações. Já deu para perceber que esta jornada de Oklahoma a Nova Iorque, permitirá a Capelli conhecer outras resistências e, claro, os seus líderes. Iremos poder também presenciar diversos tipos de ambientes, embora grande parte dos confrontos passarem-se dentro de cidades mais fechadas ou em tipos de bunkers. No caso de Nova Iorque, quanto mais nos aproximamos, mais frio fica, pois o buraco aberto no espaço pelas quimeras está a congelar o planeta.

 

Nos níveis apresentados, o esquema da progressão é deveras linear. Não existe muito por onde fugir, mantendo-se na linha da série. Temos de ir de ponto A a B, confrontando pelo caminho as linhas inimigas. Diferente dos anteriores, existem agora mais áreas "calmas" onde podemos estar mais tempo e o enredo assim o exige. Muitas das vezes não é uma questão de disparar mas sim de perceber o que se passa, e aqui os diálogos ajudam. Mas é no fundo um esquema de pára e arranca já conhecido.

Apesar da escala dos ambientes continuarem enormes, com monstros metálicos como os "Golias" a passarem por nós, a sensação que ficámos é que é tudo apenas uma questão de espetáculo. Como já tinha referido na primeira antevisão; "Por vezes parece que estão ali para nos entreterem, criando rotinas demasiado óbvias, e nunca atacando se não nos aproximarmos". Isto continua a estar evidente. Dou o exemplo do nível no barco com Dr. Fyodor Malikov, no rio Mississípi, onde hordas de quimeras, das quais algumas quimeras zombies, vagueiam nas casas que estão semi-inundadas. Apesar da sua presença, o real ataque resume-se a alguns que saltam para o barco. Os restantes limitam-se a fazer o espetáculo, como que parecendo que atacam mas nada fazem.

Os grandes embates foram com os bosses do jogo. Esses sim dá gosto lutar, são duros e têm formas de estar mais diretas, embora continuem com as suas rotinas, mas não é algo que seja evidente. Depois de sabermos os pontos fracos, é aí que temos que investir todo o nosso ferro.

O jogo brilha ainda mais quando falamos das suas armas. É já sabido que a Insomniac tem a tara das armas. E quanto mais estranhas e de espetáculo melhor. De volta estão as nossas conhecidas, a Bullseye, Magnum, Rossmore, Auger, Marksman etc... todas elas agora com pequenas adições. De realçar que todas poderão ser melhoradas, no sentido que quanto mais as usas, melhor ela fica. Apesar deste sistema ser interessante, e é-o, parece-me que existe um risco nulo por parte do estúdio na sua personalização. Ou seja, as armas são melhoradas de forma instantânea, não existem opções, ver o que podemos melhorar ou onde gastar por exemplo XP(que não existem aqui).

Como exemplo, estava a disparar com a Marksman e de um momento para o outro aparece uma enorme mira na frente da arma, isto sem parar de disparar. A minha sensação era que tinha trocado de arma ou coisa do género, mas não, apenas tinha subido de nível. Ao introduzir esta progressão das armas, seria interessante a Insomniac ter arriscado mais, e porque não, como estamos dentro de uma resistência parca em recursos, construirmos nós as armas no final de um nível ou no refúgio de uma resistência? Fica a dica.

Mas este pormenor não mancha em nada aquilo que o jogo oferece em termos de armamento. Aliás, está carregado dele e de diversas formas de disparar. É um gozo podermos fazer uso de todas as armas e granadas, cada uma com as suas características próprias. A Magnum, por exemplo, é uma delicia, com as suas balas explosivas que se colam no inimigo ou matéria e basta carregar no R2 para que todas as disparadas expludam. Mas uma das armas mais interessante é a Atomizador, que no R1 tem um disparo elétrico, que queima literalmente os inimigos, mas que com o R1 lança um dispositivo que cria um tipo de buraco negro que suga os inimigo. Um efeito gráfico e de luz só visto.

Resistance 3 tem data de lançamento para 6 de setembro deste ano e ainda falta jogarmos a versão final, bem como o tão aguardado modo multijogador para tirar as conclusões finais. O que não deverá tardar. Será que Joe Capelli fará esquecer Nathan Hale?

 

 

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