Uncharted Golden Abyss
Editor rating
9.0
User rate
7.0
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Release:
Price: € 49.99

Uncharted Golden Abyss

Genres: AVENTURA Producer: Sony
Pro
  • Os melhores gráficos vistos numa portátil até hoje
  • Jogabilidade ao nível de uma consola caseira
  • Dez horas de jogo
  • Uma história mais humana e real que os anteriores
Con
  • Sem grandes momentos emocionantes.
  • Alguma jogabilidade imprecisa.
  • Personagens secundarias muito apagadas.

A actual geração de consolas é cheia de surpresas.

Na anterior geração de consolas os jogos que saiam para as consolas caseiras nunca chegavam as consolas portáteis. Actualmente esses jogos passam das consolas caseiras para as portáteis num abrir e fechar de olhos. Alguns bons exemplos são Godo f War, Ratched e clank, Jack and Daxter e outros.

Mas o que têm em comum os três títulos que falei em cima? Simples, são jogos que nasceram com a PS2, passaram pela PS3 e aparecerem na consola Portátil da Sony fazia todo o sentido.

Com o lançamento da nova consola, o salto dos melhores jogos fazia todo sentido, ainda por cima quando se comparava a qualidade de imagens e jogabilidade entre a PS3 e a PS Vita.

Quando ninguém contava, a Sony apresenta um dos seus exclusivos PS3 mas desta vez para a nova consola portátil. Estou a falar de Uncharted.

 

Vamos então falar de Uncharted Golden Abyss e de tudo o que se falou nos últimos meses sobre este jogo, será que a Naughty Dog nos vai presentear com a qualidade que nos habituou nos últimos anos? Será que a jogabilidade se manteria fiel ao original?

 

Em Uncharted Golden Abyss temos mais uma excelente aventura em que a personagem principal é Nathan Drake, como não podia deixar de ser.

Neste jogo a produtora escolheu um episódio do passado de Drake onde nem Elena Fisher nem Chloe faziam ainda parte da sua vida.

Neste jogo vamos conhecer varias personagens. Vamos conhecer Dante, um caçador de tesouros sem escrúpulos onde só o dinheiro importa. Chase, uma rapariga muito ágil e neta de um dos melhores arqueólogos dos últimos tempos. E por fim vamos conhecer Guerro, um revolucionário sem escrúpulos com um exército a sua mercê.

 

Tal como nos anteriores jogos de Uncharted, Uncharted Golden Abyss também utiliza material cinemátic para apresentar a história e fazer a ligação entre as personagens.

Mesmo este jogo não sendo tão bom como os anteriores, as personagens secundárias de Uncharted Golden Abyss acabam por estar mais presentes dando assim a este jogo uma visão mais pessoal e humana sobre cada um.

Enquanto o jogo Uncharted 3 Drake Deception falava mais sobre Drake, Uncharted Golden Abyss consegue falar mais sobre os que o rodeiam.

O ser “mais humano” é algo que é notório ao longo de toda a aventura.

Neste jogo todas as localizações são perto umas das outras o que vai levar a uma repetição de cenários, onde a selva é a mais repetida. Mas preparem-se pois existem sítios bem interessantes que vão ser visitados durante a aventura, bem ao estilo do que a Sony já nos habituou.

Quando a PS Vita foi anunciada esperava-se que conseguisse passar a essência da jogabilidade da PS3 para a nova consola portátil. É de aplaudir esse feito pois fizeram-no sem quaisquer dificuldades.

A jogabilidade que todos já conhecemos está toda no jogo, a jogabilidade de terceira pessoa em que usamos o analógico esquerdo para andar em frente e o analógico direito para rodar a câmara e apontar, o preparar a arma e disparar. O trepar das plataformas e pelos elementos do cenário.

Tudo o que nos já gostávamos em Uncharted está neste jogo.

Vamos começar pelo ecrã táctil, este pode ser usado para recarregar armas, podemos lançar granadas com o simples deslizar de um dedo entre outras coisas. A interactividade é outro dos pontos que podemos falar, por exemplo, quando estamos a escalar uma montanha, se deslizarmos o dedo pelo ecrã a indicarmos o caminho que Drake deve fazer, ele automaticamente vai fazer os movimentos a fim de seguir as instruções dadas. Outro exemplo é quando estamos a subir trepadeiras, com o deslizar dos dedos no painel traseiro vamos simular que estamos a subir essa trepadeira, um dedo de cada vez, simples e intuitivo.

Mas não que dizer que somos obrigados a fazer este tipo de gestos pois o jogo funciona na mesma com os botões habituais.

Uma grande introdução foi a da utilização do giroscópio da consola para apontar, isso faz toda a diferença na hora de derrubar o adversário.

 

O que não podemos usar somente se quisermos são as interacções com o ecrã táctil, quando deslizamos os dedos para certos “quick time events” esse movimento é obrigatório, por exemplo, quando temos de usar o dedo como se fosse um pau de carvão e passar numa folha para revelar a imagem, isso não é possível com nenhum comando, só mesmo usando o dedo no ecrã táctil. Quem diz isso diz outras coisas que só mesmo deslizando o dedo no ecrã táctil.

Concordo que algumas das interacções são uma verdadeira seca mas temos de admitir que parte delas estão muito bem pensadas e dão um certo jeito.

É certo que o sistema na hora “H” não ajuda muito e erra convenientemente a detecção do toque no símbolo de recarga da arma ou mesmo no combate corpo-a-corpo.

Mas convenhamos que tudo isto não chega a ser nada comparado com a grandeza deste jogo.

Este jogo alcançou verdadeiros feitos ao transportar o mesmo estilo de jogabilidade que experienciamos na PS3.

O jogo não tem graves problemas no que toca a utilização do toque e quase nenhuns no que toca aos botões, a jogabilidade é muito boa.

 

Algo que me agradou e vai certamente agradar a muitos jogadores é a inclusão de actividades de explorador. Ao contrário dos tesouros que apareciam nos anteriores jogos neste podemos contar com material histórico que nos conta uma história incrível.

Preparem-se para tirar centenas de fotos, coleccionar centenas de objectos e resolver uma variedade enorme de enigmas.

Neste jogo em vez de termos um livro de pistas pré-construído, somos nós que o vamos construir com as informações e material que encontrarmos.

 

Afinal de contas uma aventura passa por tirar fotos e recolher objectos, principalmente se for uma aventura tipo caça ao tesouro.

Um outro ponto positivo passa pelos mini-jogos que o jogo contem que pode ser montar um puzzle, decifrar um grupo de letras com a exposição da luz ou outros minis que existem pelo jogo.

Neste jogo tudo faz com que o jogador se sinta um explorador, arrisco a dizer que em Uncharted Golden Abyss sentimo-nos mais exploradores do que em qualquer outro jogo da serie.

Algo que destaca Uncharted Golden Abyss dos outros três jogos da PS3 é o facto de este não ter nenhum modo de multi-jogador, seja por Wi-Fi ou mesmo por modo ad-hoc.

Seja como for este jogo é inspirador e utiliza todas as capacidades da PS Vita o que por si só já é muito bom.

Na falta do multi-jogador temos sempre a conquista dos troféus e o tentarmos terminar o jogo no modo mais difícil.

Para aquelas que não acreditavam que a PS Vita esta a altura das consolas desta geração então Uncharted Golden Abyss vai convencer os mais cépticos.

Uma consola portátio ter o jogo Uncharted Golden Abyss como lançamento mostra o quão promissora é a PS Vita. E nunca nos podemos esquecer que ainda há muito por onde espremer da nova consola portátil da Sony.
A nível sonoro o jog também mostrou bastante competência trazendo os actores originais para fazer novamente a voz dos personagens virtuais. No que toca aos efeitos sonoros, eu diria que foram importados dos jogos anteriores de Uncharted.

É de aplaudir o esforço de mais uma vez a Sony ter traduzido o jogo para Português tanto no que toca a menus como no que toca as legendas dos diálogos.
Uncharted Golden Abyss foi sem dúvida “a” grande arma da Sony para o lançamento da PS Vita. A sua execução e produção está ao nível do que se vê na PS3.

 

A  falta de modos multijogador é realmente uma falha muito grande e quando chegamos ao fim do jogo, é impossível não sentir que falta algo.
Resumindo, se gostaram de jogar Uncharted na PS3 e vão comprar a PS Vita, então este é um jogo que não deve faltar à vossa lista de primeiras aquisições.

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