Toy Soldiers - Cold War
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Release: 17.8.2011
Price: € 14.99

Toy Soldiers - Cold War

Genres: SHOOTERS, ACÇÃO, ESTRATÉGIA Producer: Signal Studios
PC

 

Em 2009 a Signal Studios surpreendeu com um jogo de tower defense fora do normal e ainda para mais lançado numa consola, a Xbox 360.
Surpresa porquê? Porque este jogo, o original Toy Soldiers, não era meramente um jogo típico do género, com uma área prédeterminada na qual colocamos as nossas defesas contra ondas de inimigos.
Este jogo permitia ao jogador tomar as rédeas da ação e, literalmente, controlar todos e quaisquer postos de defesa por si colocados, mudando, sem qualquer esforço, naquele momento, o jogo de uma perspectiva mais estatégica para um híbrido atirador/ação.
Com esse pequeno toque, o jogo tornou-se uma pequena história de sucesso devido à sua jogabilidade fresca e imediata e ambientação fora do normal, usando brinquedos vintage como protagonistas das batalhas nele retratadas.

Eis que, passados 2 anos, a Signal studios aposta novamente na fórmula vencedora e lança Toy Soldiers: Cold War.
Falo em fórmula vencedora porque, como se costuma dizer noutras lides, "
em equipa que ganha não se mexe" e a Signal deve ter pensado mesmo nisso, pois esta sequela é, à primeira vista, mais do mesmo e exatamente o mesmo jogo apenas "passado" noutra era, neste caso na década dos cabelos enormes, música eletrónica, new wave, cultura pop, do boom das consolas e dos brinquedos fantásticos, tais como os G.I. Joe.
E é nesse ambiente que iremos, alguns de nós, sentir a nostalgia de uma era em que as consolas eram algo impensável de ter e que os soldadinhos de plástico eram alguns dos brinquedos que faziam as maravilhas da infância de muitos.
Inicialmente fiquei com a sensação que estava perante algo que muito bem poderia ser um DLC para o jogo original, visto as similaridades, contudo não foi necessário muito tempo até me aperceber que estava errado.

Como já mencionado, Toy Soldiers: Cold War segue exatamente o básico do jogo original, que é de colocarmos os nossos postos defensivos estrategicamente em vários pontos do mapa, tendo, para isso, de comprá-los e, mais tarde, melhorá-los.
Postos estes, que vão desde as metralhadoras montadas e morteiros, até anti-aéreos ou armas anti-tanque, cada um tem as suas funções, as quais, além de tratarem de fazer o serviço por si mesmas, podemos controlar se achamos que não estão a cumprir a sua missão como deviam.
Além dessas temos em quase todos os mapas veículos à parte que são unicamente controláveis por nós, tais como tanques, helis ou até mesmo aviões a jato, que podem mudar a face da batalha a nosso favor dado o seu poderio.
Mas tal poder vem com um senão: esta viaturas são temporárias, são como se de um RC (de Black Ops) se tratassem, com bateria e tudo, e apenas temos um tempo limitado até as baterias se esgotarem.
Ainda assim temos algumas delas espalhadas pelo mapa, que podemos apanhar para prolongar o uso da máquina de destruição.
Esgotada a bateria, só podem ser novamente usados após recarregarem totalmente de novo, o que ainda demora algum tempo, por isso o uso destas tem de ser bem planeado.

Mais colorido, mais intenso, mais brutal e melhorando o humor característico do original, este Cold war, como o nome implica, coloca-nos, apesar de ser com brinquedos, num cenário de guerra fria dos anos 80 entre os Estados Unidos e a União Soviética (Rússia atualmente), não seguindo literalmente quaisquer eventos reais, mas sim passando um pouco por todo o mundo em vários locais reconhecíveis imediatamente.
Tudo isto se passa num tabuleiro de brinquedos e com cenários verdadeiramente reminiscentes dessa época, dada a existência de muitos objetos propositadamente colocados em honra do efeito nostálgico, tais como leitores de CD "Discman" ou cassetes VHS com títulos curiosos.
Tudo muito "cool" e interessante e que, com certeza, irá puxar alguns sorrisos a quem passou pela infância e/ou juventude nessa altura.

Voltando um pouco de novo à apresentação em si, mas aproveitando esta ode à época, temos como novidade o multiplicador de pontuação, que, atingido um certo limite, activa uma habilidade especial e super-poderosa, que pode ir desde bombardeamentos a aviões AC-130 idênticos aos usados noutros jogos e, até mesmo, a um comando "tudo-em-um-exército-de-um-homem-só", que não tem nome, mas que é instantaneamente reconhecível por estar de tronco nú e com as balas da sua metralhadora envoltas nele e, claro, com o seu cabelo grande e com a memorável fitinha vermelha na cabeça.
Rambo, um dos ícones dos anos 80 é controlável, é poderoso, é fabuloso e dura 30 segundos apenas.
E pode mudar um jogo completamente, apenas temos de ter alguma paciência para tolerar os seus gritos de guerra constantes, metendo pelo meio algumas expressões típicas tais como "
this one's for you Jimmy!".
Delicioso.

Tudo está bem desenhado, inclusive a maior parte dos postos de defesa e veículos especiais que são baseados, além de em brinquedos, também na vida real.
Sendo brinquedos, e apesar das imensas explosões, todos, incluíndo os pobres soldados, rebentam e, como tal, saltam-lhes as peças interiores, relembrando sempre o que na realidade são.
Contudo, por vezes a ação torna-se tão frenética que parece-nos real, especialmente se estivermos numa viatura aérea a mandar destruição como se de chuva se tratasse.
Para trás fica aquele aspecto vais "vintage" de Toy Soldiers que se passava na 1ª Grande Guerra, trazendo este mais cor e melhorias gráficas ligeiras em relação ao original, mas nada de transcendente.
Não que isso seja alguma coisa de mal, o aspecto gráfico continua muito bom, agradável à visão e raramente cansa, pois é bastante variado.

Sonoramente tudo grita um pouco de anos 80, desde as músicas rock, aos sons de certos objectos e aos já mencionados gritos e frases do nosso "Rambo".
Mas o que brilha, na minha opinião, são os efeitos sonoros das batalhas, nomeadamente as armas ao disparar ou as explosões, que contribuem em muito na ambientação, que, por si, já fantástica. Gerir o cursor e os menus de compra é tão ou mais intuitivo que no original e mesmo para os novatos é muito fácil de se dar com eles, sendo usado o RT para abrir um menu e escolhemos o que queremos comprar com o stick analógico e A; tudo muito simples e sem estorvar a visão sobre a batalha.
O controle direto dos postos e veículos é simplesmente delicioso, muito fácil e imediatamente satisfatório.
As armas dão uma bela sensação de impacto, juntamente com o vibrar do comando e os veículos são estupidamente fáceis de controlar, controles estes que fazem muitos jogos "grandes" corar de vergonha, garanto-vos.

Toy Soldiers: Cold War não se fica por aqui, por um modo campanha que, apesar de ser mais curto que do jogo original, não deixa de ser muito bem conseguido, e adiciona vários outros modos tais como Survival, Versus e, ainda, um de mini-jogos!
No modo survival temos de colocar as nossas defesas e aguentar o máximo tempo possível contra ondas infinitas de inimigos, progressivamente mais difíceis.
No Versus jogamos contra outra pessoa e nos mini-jogos estão ao nosso dispor cerca de 10 desafios diferentes do jogo principal, nos quais temos de fazer pontuações que depois são comparadas em tabelas mundiais.
O incentivo para participar em todos estes modos é enorme, pois estamos sempre a ser comparados com os nossos amigos, até mesmo no modo campanha, que em tempo real informa-nos se batemos alguma marca de algum amigo nosso.
E o melhor disto tudo é que todos os modos podem ser jogados com um amigo, em ecrã dividido ou online!
Esta adição torna as coisas ainda mais entusiasmantes e competitivas e aumenta, em muito, o valor do jogo.
Outra novidade é a de podermos voltar atrás" em qualquer onda de inimigos que não nos tenha corrido particularmente muito bem e poder tentar de novo, algo que os jogadores do primeiro jogo haviam pedido e a Signal Studios respondeu.

Contudo, existem alguns senãos que não posso deixar de mencionar.
Começando pela campanha principal, que é algo curta, e que deixa-nos desejando por mais, quando comparada à do jogo original.
Aconselho vivamente jogarem numa dificuldade que não seja
easynem casual, pois assim terão um prolongar desta campanha e uma experiência mais satisfatória. Outra nota digna de se mencionar é o facto de, por vezes, se notar algum arrastamento, especialmente quando a batalha está nos seus picos, cheia de unidades e de explosões.
Não é algo se aconteça muitas vezes. mas é notório quando sucede.
Não estraga a experiência, contudo, pois apenas dura alguns segundos e com tanto frenesim a acontecer quase nem notamos.

Toy Soldiers: Cold War é imensamente divertido e induz uma grande satisfação ao jogá-lo, pois, além de provocar aquele sentimento de nostalgia de infância de brincar com brinquedos, oferece-nos uma experiência de jogo excepcionalmente bem conseguida ao conseguir acertar de novo na tal fórmula do original.
Mesmo para quem não é grande fã de jogos de tower defense, este oferece suficiente ação para ser visto como uma espécie de atirador em 3ª pessoa com a nuance de colocação estratégica das unidades.
Um dos melhores jogos lançados este ano e nesta geração em termos de distribuição digital.
Não é a primeira vez que menciono isto, mas poucas são as vezes hoje em dia que sinto diversão genuína e satisfação ao jogar um jogo e Toy Soldiers: Cold War consegue-o sem muito esforço. Um jogo a não perder e que com certeza enriquecerá a coleção de qualquer pessoa que se preze jogador.

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