Bodycount
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Release: 1.8.2011
Price: € 27.97

Bodycount

Genres: SHOOTERS Producer: Codemasters
Pro
  • Contem modo multijogador.
  • Modo de destruição.
Con
  • Objetivos aborrecidos e repetitivos.
  • A campanha não é muito longa.
  • Aspecto visual.

Quando um produtor abandona a meio a produção de um jogo, não é bom sinal.
Em primeiro lugar não é benéfico para o jogo.
O produtor desempenha um papel fundamental no processo de criação do jogo e será ele o responsável por coordenar e supervisionar todos os aspetos do projeto.
E quando um produtor é substituído, o jogo poderá não seguir uma direção fiel à visão original.
Em segundo lugar, se um produtor abandona a meio a produção, então deverá ser porque não está satisfeito com alguma coisa.

Bodycount passou por este problema.
O seu produtor e designer, Stuart Black, que ganhou fama com Black na geração passada, abandonou a meio a produção.
Foi estranho.
Aquando do anúncio, Black parecia entusiasmado com Bodycount, dizendo até que iria redefinir o género, descrevendo-o como "uma sobrecarga sensorial estimulante de ação".

Como se a saída de Stuart Black não bastasse, não muito tempo depois foi a vez de Adrian Bolton, gestor do estúdio, abandonar o barco.
Perdendo duas figuras importantes, o Bodycount foi sem surpresas adiado e desde então nunca mais se ouviu falar muito do jogo.
E quando isto acontece, pode significar duas coisas; que a equipa está concentrada em produzir o jogo, ou então que existem problemas.
No caso de Bodycount, é provável que fosse esta última.

Para um jogo que prometia redefinir o género, Bodycount é uma desilusão tremenda.
Em termos de novidades, não traz nada de novo, e na execução das suas ideias também não é muito melhor. Naquilo que oferece, não difere dos outros FPSs, há uma campanha e multijogador, e nenhum deles brilha.

A campanha é fraca e praticamente não tem uma estória.
É mais um contexto em si do que uma estória.
Em Bodycount somos um ex-soldado chamado Jackson que foi recrutado por uma rede mundial de combate ao terrorismo, apenas conhecida como "The Network".
A Network deteta vários conflitos espalhados pelo mundo e envia-nos num avião super-sónico para desmantelarmos as redes terroristas responsáveis.

As missões decorrem em dois continentes, primeiro em África e depois na Ásia.
Em ambos encontramos bases subterrâneas tecnologicamente avançados e rapidamente percebemos que estão de alguma forma relacionadas com os conflitos a decorrer.
É uma mistura estranha, passar de um local sub-desenvolvido para uma área que parece retirada de um filme de ficção cientifica.

O armamento é na sua grande maioria genérico e constituído por metralhadores, mas também há uma caçadeira, machine guns e duas armas a fugir para o aspeto futurista que ajudam a criar um pouco de variedade na jogabilidade.

As missões consistem em ir do ponto A ao ponto B, cumprindo objetivos aborrecidos e repetitivos.
Por exemplo, algo quase sempre como carregar num botão para ativar um dispositivo e eliminar um membro importante de uma rede de terrorismo.
Pelo meio terão que eliminar os muitos soldados que estão entre vocês e o objetivo.

Bodycount foi buscar inspiração a Bulletstorm, mais propriamente às suas skillshots.
Se assim não foi, é antes uma tremenda coincidência.
No jogo da Codemasters temos um sistema semelhante, mas não tão espetacular.
Enquanto que em Bulletstorm temos armas criativas, skillshots divertidas e somos recompensados por explorar esse elemento do jogo, em Bodycount tudo é genérico.
As skillshotsconsistem basicamente em headshots e matar vários inimigos com granadas, não há muita variedade.
Para além do mais, não há qualquer incentivo para fazermos skillshots.

A acompanhar as skillshots está um sistema de combos que contabiliza as mortes com skillshotsque fazemos de seguida.
Mais uma vez, não há qualquer incentivo para se preocuparem com isto, além de uma classificação de A a F no final da missão.

Não somos nenhum super-soldado, mas temos que lidar com carradas de inimigos ao mesmo tempo, e para isso temos quatro habilidades especiais para ajudar. As habilidades vão sendo desbloqueadas e melhoradas com o passar das missões e cada está atribuída a uma direção do D-pad.
A primeira é uma injeção de adrenalina que nos permite sobreviver mais um pouco sobre fogo inimigo.
A segunda são balas que causam mais danos e a terceira deixa-nos chamar um ataque aéreo.
A última habilidade salienta a azul todos os inimigos nas redondezas.

Na jogabilidade é igual a qualquer outro do género, com a exceção de uma coisa, não é possível apontar (leia-se fazer zoom) e disparar ao mesmo tempo (Ed. Se for pressionado levemente o LT, versão Xbox 360, podemos ter as duas funcionalidades ativadas ao mesmo tempo).
Quando estamos a fazer zoom e tentamos andar ao mesmo tempo, Jackson limita-se a inclinar-se para os lados.
É esquisito e torna-se irritante quando estamos de baixo de fogo e queremos matar um inimigo que está longe.

Um dos poucos pontos positivos de Bodycount é a destruição, que ajuda a compensar pelo seu mau aspeto visual.
Quase tudo pode ser destruído, o que pode funcionar a nosso favor ou não.
Se um inimigo se decidir esconder, basta disparar contra o sítio a ser usado para esse efeito e desfazê-lo.
Nada está a salvo.

E para aumentar o efeito destrutivo, é frequente encontrarmos substancias explosivas espalhadas pelos mapas.

Depois de terminarem a campanha, que não é muito longa, há o multijogador. Aqui existem três modos: Deathmatch, Team Deathmatch e cooperativo. Nenhum deles é novidade.
Os dois primeiros estão presentes em quase todos os jogos com multijogador.
Quanto ao cooperativo, funciona como o modo Horde de Gears of War.
No fundo, é um modo multijogador igual a todos os outros, não houve qualquer esforço para fazer algo diferente.

Não sei se o jogo que joguei representa a visão que Stuart Black tinha.
Acredito que não.
Acho que Bodycount sofreu com a saída de membros importantes e acabou por descarrilar por completo.
Mesmo assim, Bodycount não é mau de todo.
A ideia de uma rede mundial de combate ao terrorismo até têm potencial, mas foi muito mal explorada, assim como o resto do jogo.
Se procuram um FPS divertido e repleto de ação, há opções bem melhores a ter em conta.

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