Horizon: Zero Dawn
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Release: 1/3/2017
Price: € 69.99

Horizon: Zero Dawn

Genres: PLATAFORMAS, AVENTURA, ACÇÃO Producer: Guerrilla Games
PS4
Violence
Pro
  • Personagens carismáticas.
  • Historia empolgante.
  • Jogabilidade muito interessante.
  • Trilhas sonoras lindíssimas.

Este e para mim um dos jogos mais esperados do ano e estava ansioso por lhe deitar as mãos. E tinha todas as razões para estar ansioso, afinal de contas este é só um dos jogos mais realistas e com a história mais emocionante que tem chegado as consolas nos últimos tempos. Horizon: Zero Dawn é um exclusivo da PlayStation 4 e certamente causará inveja a muitos jogadores de outras plataformas.

Nesta jornada em que viajamos num mundo de homens e máquinas, nós iremos estar na pele de Aloy, uma mulher nascida numa tribo dos Nora, um povo matriarca de costumes e tradições bem vincadas.

Em certa altura do jogo iremos sentir essas tradições bem na pele no nosso dia a dia, e como Aloy foi criada por Rost, eles vivem a margem da tribo. Rost é um pária, ser um pária é uma espécie de punição, quase como se fosse um castigo por um crime que foi cometido por esta personagem. Tal condição tem uma série de restrições como a proibição de troca de palavra com outros Nora e a necessidade de viver afastado da tribo em ambientes selvagens. E como Aloy foi criada por Rost ela acaba por ter o mesmo “castigo” que Rost e vive como pária.

A visão que a tribo tem de Aloy é um pouco diferente, ela é uma “sem mãe“, ela é vista como uma espécie de maldição por todos ao seu redor, o que leva a que ela acabei por ter uma visão bem específica e que sofra de atitudes rebeldes e questões constantes.

Uma das questões mais interessantes passa pela coexistência da vida robótica ao lado dos humanos. Animais como javalis, coelhos e raposas existem no mundo de Horizon: Zero Dawn, mas o que realmente nos deixa curiosos são os robôs. Estes robôs têm a aparência de outros animais que os conhecemos na atualidade, mas são consideradas bestas tecnológicas agressivas e ninguém parece questionar-se de onde estas máquinas são provenientes e porque a vida delas é tão extensa.

Mas há muito mais nesta história, a tribo Nora considera que investigar as ruínas dos “antigos” é um tabu. Eles não procuram informações sobre as bases abandonadas e os arranha-céus presentes no mundo, eles simplesmente aceitam as explicações vindas de religiosas que passaram as suas histórias de geração em geração de forma a explicar as máquinas e todo um mundo desconhecido que os rodeia. Aloy é uma das grandes exceções a essa regra, ela é curiosa e procuras abertura de tudo e não se deixa por respostas sem qualquer sentido. Aloy não aceita ações sério das cegamente nem ideias de que determinadas coisas são proibidas

Após um início com Aloy em criança , onde a história nos explica tudo o que eu descrevi acima, iremos controlar Aloy em adulta onde iremos viajar para longe das terras sagradas sem saber exatamente quando, ou se irá regressar.

Aloy viveu toda a sua vida como pária mas arranca nesta aventura sem evitar encontros com as pessoas, as suas histórias e os motivos que as colocaram na posição em que elas estão. Toda a premissa desta história é trabalhada de forma a que os jogadores percebam que Aloy é diferente de todas as personagens presentes no jogo que repetem os seus dogmas e as suas tradições sem nunca questionarem. Aloy é uma personagem sem pre-concepções formadas sobre as outras pessoas nem sobre o que é certo ou errado.

O jogo tem um contraste muito bom entre maneiras de ver o mundo, e Aloy quer saber mais sobre tudo o que se passa a sua volta, que saber mais sobre os animais robóticos e sobre as tecnologias dos antigos, ao contrário da tribo Nora que vive dos seus costumes e tradições.

Aloy descobre que existem coisas maiores e mais importantes do que o compartilhamento de crenças e de forma cega que torna as pessoas tão limitadas e perigosas tanto quanto às máquinas que nos rodeiam.

Mas ainda temos a personagem Rost, o homem que criou Aloy, um homem bondoso e gentil, o que prova que independentemente do que elas sejam, as pessoas podem ser boas.

Conhecimento…

O conhecimento é poder, e a componente de conhecimento aparece principalmente nas lutas contra os animais robóticos que encontramos constantemente nas nossas andanças pelo mundo de Horizon: Zero Dawn. Os animais robóticos são cada vez mais violentos a medida que vamos avançando na história.

Em relação a Aloy, ela não fica mais forte a medida que avançamos na aventura, o tamanho maximo da sua vida vai aumentando a cada nível adquirido, o que acaba por nos dar mais resistência e também nos dá mais pontos de habilidade para gastarmos em capacidades adicionais (deixar tudo em câmera lenta por um curto tempo enquanto moramos um objectivo, atirar dias flechas em simultâneo e muito mais).

Mas não pensem que as vossas armas vão ficar mais poderosas e tirar mais dano só porque subiram de nível. Uma flecha básica será sempre uma flecha básica e irá tirar sempre o mesmo dano. O que podemos fazer é melhorar essa flecha com aprimoramentos encaixados nas nossas armas, mas temos de ter em conta que o espaço para todos os extras e armas é limitado e temos de ter sempre em conta o que pretendemos carregar.

Fazer os aprimoramentos certos irá resultar em mortes certeiras e rápidas, o mesmo acontece com a nossa personagem, se vários inimigos forem alertados em simultâneo, podemos ter uma morte bem violenta.

O jogo vai fazendo com que o nosso conhecimento aumente e isso fará com que seja mais fácil lidar com os vários tipos de robôs do jogo e de como usar os recursos a nossa disposição para acabar com eles.

Tudo se torna mais simples quando usamos o "Focus", este é um dispositivo que a Aloy encontrou no mundo metálico e que pertencia as civilizações antigas. Esse dispositivo permite ver fontes de energia e pontos fracos dos inimigos metálicos, assim torna-se mais fácil derrubar os inimigos pois sabemos onde devemos atingir. Um fos maiores exemplos que posso dar para está review é os Tanques Blaze (substância explosiva), estes tanques são mais suscetíveis ao fogo, assim sendo nós devemos usar flechas de fogo. Mas temos também as flechas de ponta dura que causam mais dano, essas são boas para maquinas que têm o seu ponto fraco mais a descoberto.

Conforme avançamos no jogo vamos tendo a possibilidade de disparar outros tipos de munições com por exemplo armadilhas de fogo ou eléctricas. Mas isso não nos é entregue de bandeja, temos de fazer o que é necessário para conseguir esse tipo de munições e até mesmo de armas.

Todos os animais mecânicos que encontramos e derrotados, nos dão varias peças que são essências para a criação das nossas munições e de evolução de equipamento. Por isso vale sempre a pena derrubar maquinas pois nunca se sabe o que podemos obter dessa maquina. Por vezes temos autenticas relíquias e por vezes são muito valiosas.

Jogabilidade...

Horizon: Zero Dawn é um jogo muito interessante e dá um prazer enorme jogar e explorar todo o mundo criado para que Aloy pudesse andar livremente. As lutas com os animais mecânicos são muito prazerosas e eu poderia passar horas a lutar contra estas bestas mecanicas., mas já não posso dizer o mesmo dos confrontos contra os humanos. Cheguei a derrubar acampamentos inteiros de inimigos sem que fosse detetado. Houve mesmo um momento em que matei um soldado que estava mesmo ao lado do outro sem que esse soldado desse conta.

No que toca a missões secundárias essas são facilmente evitáveis, já o mesmo não se pode dizer de confrontos das missões principais. A história de Horizon Zero Dawn é incrível e conta com dezenas de missões secundárias.

Som…

No que toca as trilhas sonoras e aos efeitos sonoros, este jogo esta muito bem conseguido. As trilhas sonoras do jogo já foram alvo de muitas criticas positivas a ate mesmo de alguns prémios. Não seria de esperar menos do que isso, afinal de contas o jogo esta muito bem conseguido e merece cada premio que conseguiu arrecadar ate hoje e que possa vir a ganhar.

Gráficos…

A variedade gráfica de Horizon Zero Dawn é incrível e arrebata a cada nova zona a que nós chegamos, quanto mais nos afastamos da zona dos Nora, mais diversidade temos tanto no ambiente como na vegetação. Quando dermos conta estamos longe do ambiente original com árvores e vegetação completamente distintas e com vida robótica muito específica que nunca viu antes.

Conclusão…

Horizon Zero Dawn e uma jornada surpreendente, não só pela sua grandeza gráfica ou pela sua historia.

Eu diria que Horizon Zero Dawn é um conjunto muito bem organizado de partes tanto visuais como sonoras que encantam todos os que entram neste mundo e ajudam Aloy a chegar ao seu destino.

A variedade de cenários e o mundo complexo em que o jogo esta encaixado faz todo o sentido e da ao jogo uma maior profundidade. Os personagens do jogo são muito ricos e tem características e personalidades muito fortes e muito vincadas.

Adorei a historia, as personagens e todas as maquinas e locais por onde eu passei. Este será certamente um dos grandes candidatos a jogo do ano.

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