Homefront
Editor rating
8.5
User rate
8.5
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8.5
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N/A
Release: 31.4.2011
Price: € 34.99

Homefront

Genres: SHOOTERS Producer: THQ
Pro
  • Jogabilidade com controlos precisos.
  • Multiplayer dinâmico e com bom sistema de evolução.
  • Boa implementação dos Battle Points e do Battle Commander.
Con
  • Grafismo longe da perfeição.
  • Inteligência Artificial pouco apurada.


Imaginem o nosso país ser invadido por imaquionos e o cenário de guerra ficava instalado, o que fazias?
Pois é, esse é o mote que leva a criação de Homefront.
Não estamos a falar directamente de Portugal, isso foi só um exemplo de uma simulação que poderia acontecer em qualquer país em qualquer parte do mundo. Ninguém está preparado, pois todos achamos que estamos seguros.
Este FPS criado pela KAOS Studios, um pequeno estúdio que está debaixo da asa da THQ e que já nos trouxe “Frontlines: Fuel of War”.
Este pequeno estúdio levou a guerra directamente para a sua terra natal, um acontecimento à escala mundial.
A ascenção do império Norte Coreano que é nesta altura chamada de “Great Karean Republic”. Isto dá-se em 2007 quando as duas coreias(Norte e Sul) se decidem unir numa demanda de conquista mundial.
Quando estão a tentar conquistar os EUA a todo o custo (e quase que o conseguem) os restantes ex-militares e população unem-se numa resistência mesmo no coração da América do Norte.
Este conflito (mesmo que em jogo) foi trazido até nós com uma realidade muito acentuada.
O estúdio reproduziu personalidades bem conhecidas de todos nós, como por exemplo, Hillary Clinton e até mesmo Kim Jong-un, filho do actual governante Kim Jong-il.
O acontecimento não podia estar mais actual.
A Coreia do Norte ainda está em guerra com a Coreia do Sul, a Península vive num estado de alerta sempre com os olhos no exército dos Estados Unidos.
Todo este ambiente foi transportado para o jogo e somos colocados bem no meio dos conflitos nos EUA.
Nós vamos entrar na pele de um ex-militar de nome Robert Jacobs que tinha sido preso pelo exército invasor.
Como os rebeldes querem toda a juda possível, então o ideal é retirar um militar, altamente treinado, da prisão e colocá-lo na frente de combate da resistência.
O enredo do jogo foi escrito por John Milius que participou no filme Apocalypse Now, por isso é de esperar que seja um jogo muito bom.
Desde o início que somos confrontados com situações chocantes, mas que são uma realidade dos cenários de guerra.
A frieza é impotente quando um menino vê os pais serem fuzilados ou até mesmo quando existe uma vala comum onde vamos ter de nos esconder debaixo de corpos.
O jogo choca-nos em algumas partes, mas a realidade é que estas coisas podem mesmo acontecer (sabemos que isto acontece um pouco por todo o mundo).
Quando nos encontramos dentro da resistência quase sempre temos de acompanhar outros membros.
Essas personagens vão encaminhar as forças rebeldes e vão-nos dar dicas ao longo do jogo, algo que não acontece em outros FPS’s. Algo que também não é normal é o facto de o jogo ser muito pausado por causa da forma como a história é contada. Em geral os FPS costumam ser frenéticos e poucos são os momentos em que podemos respirar.
Algo que devem saber é que um jogo pausado não é sinónimo de longevidade, pelo contrário, este jogo pode ser terminado em pouco mais de 4 horas.
No geral só vamos ter de acompanhar a nossa equipa na execução de uma missão maior.
Para atingirmos esse fim temos de cumprir determinadas missões, como nos deslocarmos para pontos estratégicos, explodirmos sistemas ou mecanismos para atingirmos um objectivo, ou interceptarmos algo ou alguma coisa para levar a nossa missão a bom porto.
Em quase todos os caminhos que vamos fazer vamos encontrar vagas de soldados (já sabem como são os asiáticos, são aos montes) que nos vão tentar aniquilar.
O grande defeito de Homefront é mesmo o facto de ser pequeno e não ser variado, embora o enredo do jogo seja muito bom.
A Linearibilidade do jogo é tão grande que quase sempre (para não dizer sempre) são os nossos parceiros a indicar-nos o caminho e poucos são as vezes que tomamos algum tipo de decisão.
As cinematics do jogo são muito mal usadas e nem me lembro de por uma única vez ter visto o protagonista do jogo.
No que toca ao ambiente a produtora esmerou-se no intuito de lhe dar um pouco de credibilidade, deu enorme atenção a tudo o que nos rodeia.
O ambiente é composto por sons, ruas, casas, a destruição rodeia-nos, tudo está muito bem construído. Mesmo assim o aspecto gráfico não é regular num todo.
Digamos que existem zonas nos 8 e outras nos 80, que se nota uma falta de tempo ou preocupação para polir o jogo.
A equipa deu enorme atenção a tudo o que nos rodeia, existem pequenos pormenores de deixar de boca aberta. Estamos a falar de pequenos, mas não menos importantes particularidades que dão um aspecto muito credível ao ambiente.
Tudo neste jogo está à altura, mas existe algo que tira alguma qualidade ao jogo.
Se o motor de jogo fosse melhor o jogo estaria fenomenal.
Vamos então falar um pouco do jogo.
Este jogo tem um ponto que merece o destaque adequado.
Eu falo do armamento, existem muitas diferenças entre cada arma, mas a maior diferença está no som característico de cada uma dessas armas. Existe uma variedade de armas como existe em poucos jogos.
A nível sonoro o jogo tem grande destaque, tudo à nossa volta pode estar em constante destruição, mas digamos que a nível sonoro a guerra parece quase real. Já a nível de jogo… os ataques do inimigo são uma falsa dificuldade, a inteligência artificial (AI) dos soldados inimigos não têm qualidade. Eles parecem robôs que foram programados para cumprir rotinas ignorando o que se passa ao seu redor.
Por exemplo, quando estamos ao longe com uma sniper e olhamos para trás de um muro vemos dois ou três soldados, podemos abater calmamente um a um que os outros continuam na sua rotina como se nada se passa-se.
Outra coisa que se nota é que os soldados inimigos não avançam no terreno eles simplesmente se limitam a ficar onde estão e a disparar contra nós.
Apesar dos defeitos que este jogo apresenta (e olhem que já vimos jogos de renome bem piores, ops…), ele apresenta-se como um jogo com uma história muito actual e com uma identidade muito vincada. Isto é algo que não se tem visto ultimamente.
As falhas que o jogo apresenta nos dias de hoje já não são desculpáveis, mas fica o sentimento que talvez por quererem lançar o jogo rápido não exploram o jogo como devia ser, e olhem que tinha muito por onde seguir.
Foi pena, pois com um pouco mais de tempo e empenho a Kaos Studios podia ter elevado este jogo a outro patamar.
Algo que vamos poder viver ainda no modo campanha é o uso de um veículo blindado telecomandado de tamanho real que tem como nome Goliath, e será usado em missões de grande dificuldade, como por exemplo, a destruição de outros blindados ou helicópteros.
Creio que vai ser uma experiência interessante. Outra das componentes que o jogo apresenta é a do modo multijogador.
Neste, tal como aconteceu no modo campanha, o jogo não é tão rápido e frenético como “Call of Duty” ou “Medal of Honor”.
Tal como o modo campanha existe várias coisas que foram repescadas (copiadas/imitadas) de outros jogos dando como exemplo “Modern Warfare”,
É uma mistura de vários jogos, mas que consegue cumprir o papel para o qual foi desenvolvido.
No modo online existem vários modos de jogo, os normais, os que funcionam por equipa e os de objectivos de sgurar zonas.
O modo online suporta um total de 32 jogadores.
Existe ainda um modo de jogo chamado “Battle Commander” que é muito dinamico.
Neste modo quanto mais matamos mais somos recompensados.
As nossas armas ficam mais poderosas, a nossa saúde melhora e resumindo tudo, quanto melhor formos a matar os inimigos, mais difíceis vai ser matar-nos.
Por outro lado existe uma grande desvantagem, quanto mais forte mais fácil é encontrar-te no mapa e o inimigo não perdoa.
E quando falo no inimigo não me refiro só aos soldados, os drones, aviões e outras, também vão detectar mais rapidamente.
Se conseguires vencer um jogador de topo recebes mais pontos de batalha.
Resumindo, se somos bons todos nos querem derrotar.
Homefront é um jogo bastante razoável, se ignorarmos os aspectos negativos este é um jogo interessante, principalmente o modo online.
Esperamos que a THQ deite mão ao jogo e que se possa ver um Homefront II já mais trabalhado e com todos os pontos negativos resolvidos.
Este jogo teria uma excelente nota 10, não fossem alguns pontos.
Esperemos então que a kaos studios tenha aprendido com os erros.

 

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