I Am Alive
Editor rating
8.0
User rate
8.5
Global vote
8.3
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N/A
Release: 7/3/2012
Price: € 14.99

I Am Alive

Genres: ACÇÃO Producer: Ubisoft

O ser humano é sem dúvida um lutador, e quando está em situações limite ele consegue fazer as coisas mais incríveis. Quando o caos reina e a lei já nada vale o ser humano acaba por tomar decisões que nunca tomaria numa situação normal. O que se costuma dizer é “Cada um por si”.

 

O jogo “I Am Alive” não é simplesmente um jogo de sobrevivência e exploração, este jogo tem uma outra faceta mais sombria, refiro-me aos limites de cada ser humano para poder sobreviver um pouco mais. Existem pessoas que nos apontam armas e só disparam em ultimo recurso, só quando se sentem realmente ameaçadas. Mas existem pessoas que não querem saber, atacam outras pessoas, mordem, matam e acabam mesmo por comer outras pessoas, os instintos de sobrevivência atingem limites e quando sobreviver é tudo não existem limites.

Este jogo leva-nos a retirar a vida dos que realmente não sabem os limites da humanidade, mas esse não é o objectivo do jogo. Se nos quisermos focar no real objectivo do jogo devemos então seguir no encalço dos nossos familiares que sobreviveram a catástrofe.

 

Existem dezenas de filmes que focam o argumento usado em “I Am Alive”, a sobrevivência e a luta pela humanidade é algo que já está a começar a ficar um pouco recalcado.

Mas o jogo é interessante e acaba por ter pormenores que fazem a diferença, por exemplo, no dia a dia quando nos deslocamos para casa podemos levar poucos minutos mas após a destruição esse percurso pode levar horas a ser feito. O jogo peca em alguns pontos como por vezes termos de repetir por várias vezes alguns níveis devido a ausência de pontos de gravação, isso torna o jogo um pouco cansativo. Mas falaremos disso mais tarde.

 

Em “I Am Alive” o jogador vai assumir o papel de um protagonista que se vê rodeado de caos e destruição, edifícios que caem, ferro retorcido que se erguem no meio de placas de betão.

As pessoas dão o nome “ The Event” ao acontecimento que fez com que a cidade fica-se reduzida a escombros, pó, buracos, comboios descarrilados, carros batidos e capotados, pessoas mortas cobertas de pó e muito mais.

Quando acontecem grandes desgraças pelo mundo o pânico e o instinto de sobrevivência apoderasse das pessoas e cada ser humano passa a pensar só em si e nos seus familiares e ataca qualquer um que se aproxime demasiado.

Em “I Am Alive” vemos algumas fogueiras que servem de aconchego para alguns que fazem das ruas a sua casa visto não haver outra solução. A pergunta é, como vão reagir essas pessoas assim que nos aproximemos demasiado? Será que vão pensar que podemos estar a querer tirar-lhes o pouco que tem?

O jogo “I Am Alive” partilha de pontos semelhantes a jogos como “Resident Evil” ou até mesmo “Silent Hill”, principalmente na forma como abordamos os nossos inimigos ou seja com bastante incerteza e com poucos recursos a defesa.

“I Am Alive” é um jogo com algumas limitações gráficas, não está ao nível de “Uncharted” ou coisa que se pareça mas também não podemos apontar este jogo como mau a nível gráfico. Mesmo com as ditas limitações gráficas este a produtora conseguiu criar alguma dificuldade para o jogador como por exemplo a percepção dos pontos de fuga e a possibilidade de reagirmos aos inimigos que saem do nevoeiro.

Vão-nos sendo dadas dicas no decorrer do jogo de como seguir em frente tanto através de indicações do jogo como indicações de pequenos seguimentos cinematográficos que apontam para onde o protagonista do jogo deve seguir.

Se o jogador pretende manter a personagem viva deve explorar cada recanto, se estivermos somente focados nas saídas então vamos perder muitos recantos que podem conter ajuda útil como objectos.

No decorrer do jogo vamos também encontrar sobreviventes que vão precisar de ajuda. Temos opção, podemos, ou não, ajuda-los. A ajuda passa por prestarmos auxilio quer por via de Kits médicos ou mesmo por garrafas de água. É certo que se os ajudarmos seremos beneficiados com informações que nos podem vir a ser muito úteis.

Em “I Am Alive” o personagem perde bastante energia enquanto escala e se mantem suspenso, ao contrario do que acontece com Nathan Draque em “Uncharted”. No canto superior esquerdo do ecrã vamos ver uma barra de energia que se divide em duas partes, uma branca e outra vermelha. A barra branca diz respeito a resistência e a barra vermelha diz respeito a vida. Sempre que formos atingidos sofrermos ataques com ferros ou cairmos de pontos altos então a nossa barra de vida vai diminuir. Para reabastecer a barra da vida devemos procurar kits de saúde, comer, beber e aplicar painkillers. Mas devem tomar atenção em algo muito importante, os objectos de regeneração são muito escassos, assim sendo temos de ponderar muito bem se pretendemos usar o objecto nesse momento ou esperamos mais um pouco.

Do mesmo modo a barra correspondente a resistência também se desgasta sempre que temos de escalar uma parede ou algo do género. A fadiga muscular acumula-se e acumula-se, enquanto não chegarmos a solo firme vamos ouvir uma música que se torna mais acelerada conforme aumenta a nossa fadiga. Assim que chegamos a solo firme a barra da fadiga é novamente carregada, é claro que progressivamente.

Para recuperar poderão beber líquidos e recorrer a alimentos, a barra vai enfraquecendo conforme vamos avançando no jogo e só conseguimos recuperar a barra da vida recorrendo a alimentos e líquidos. Como já foi dito a escassez de alimentos e líquidos é muita e assim sendo vamos passar por grandes dificuldades.

Algo que causa grandes dificuldades é o facto de haver uma ausência de gravação automática, esse facto origina o regresso ao último ponto de actualização assim que perdemos a vida da nossa personagem, por vezes vai ser bem frustrante visto pelo caminho termos conseguido fazer tanta coisa e alcançados tantos objectivos.

Neste jogo, sempre que salvamos uma pessoa ganhamos “retrys” que vai ser sempre útil para prevenir o regresso ao último ponto de gravação, vamos morrer muito em várias tentativas frustradas para salvar a nossa vida, mas certamente descobriremos uma forma de nos safarmos das várias ameaças.

Para sairmos de situações complicadas o protagonista do jogo conta com duas armas para a sua defesa, uma pistola e uma espécie de uma catana que nos vão ser muito uteis nas mais variadas situações.

Sempre que apontamos a arma a um inimigo, isso gera um efeito de receio/medo, esse efeito fará com que eles se afastem, mas se deixarmos de lhes apontar a arma poderemos ser atacados, convém ter um certo tato e gerir bem a situação para não sermos caços desprevenidos.

Para os jogadores habituados a COD ou a MOH e que saem de um ponto de cobertura a disparar como se não houvesse amanha, esqueçam, se o fizerem pagam com a vida. As munições são muito limitadas e o destino de cada munição deve ser muito bem traçado pois corremos mesmo o risco de precisar das munições em situações limite e termos desperdiçado a munição com um desgraçado que não valia a pena. Dou um concelho, guardem as munições para o líder dos grupos que nos atacam constantemente.

Existem algumas maneiras de nos desfazermos dos inimigos sem usar as munições, vou dar um exemplo,  podemos atrai-los para um buraco e depois empurramo-los para um buraco.

Qualquer confronto que apareça no jogo é muito delicados pois tudo tem de ser muito bem ponderado pois uma munição a menos pode significar a nossa morte, a abstenção do uso da arma pode significar a nossa morte, a hesitação pode significar……bla bla bla bla Wiskis saquetas, vocês já entenderam.

Assim que vamos avançando no jogo vamos poder interagir com mais objectos, e um arco seria uma excelente maneira de conseguirmos abater inimigos poupando assim as munições que são tão valiosas. Vamos encontrar também um gancho que será óptimo para chegar a plataformas mais distantes.

 

O argumento de “I am Alive” não é nada de mais, a história avança assim que a personagem chega a sua casa numa cidade fictícia num cenário pós-apocalíptico. Ficamos também a saber nesse instante  que a sua mulher e filha se encontram evacuadas num abrigo. Esta informação tem quase um ano e não existe mais ninguém a sua casa.

O protagonista do jogo faz-se acompanhar de uma camara de filmar. Com essa camara ele grava os momentos mais importantes da sua luta pela sobrevivência.

Pelo nosso percurso vamos conhecer algumas personagens, uma delas é Mei, uma criança que nos leva até ao seu pai. O seu pai é uma das pessoas co quem vamos ter mais contacto pois este é uma das pessoas que conhece melhor a cidade e que sabe onde são os pontos onde existe maior segurança e providencia auxilio.

A interactividade no jogo é escassa e todos os sobreviventes que encontramos pelo caminho estão carreados de um simbolismo em todas as conversas recheadas de boas intenções.

Este é um jogo criado para ser jogado e superado individualmente.

A fragilidade do protagonista e da sua luta constante pela sobrevivência num espaço onde os recursos são muito limitados tornando assim o protagonista especial e único. A luta pela sobrevivência é o ponto alto do jogo que revela que o ser humano é um lutador nato e que arranja forças onde ninguém imagina que existiriam.

É por nós considerado um jogo a jogar obrigatoriamente. Este jogo devido a todos os momentos tensos podemos dizer que é muito chegado a categoria “Survival horror”.

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