REVIEW – Another World e Flashback

REVIEW – Another World e Flashback

Setembro 21, 2020 Não Por Perplera

Pela primeira vez na história, combinaram os dois jogos, Another World e Flashback, num único cartucho / Blu Ray, dando vida à primeira compilação contendo os dois títulos. Another World e Flashback são jogos que apesar de terem sido desenvolvidos à bastante tempo mostram que ainda podem ser bastante divertidos.

Era 1991 quando o jogo Another World desenvolvido por Éric Chahi para a Delphine Software International entrou na Commodore Amiga de muitos jogadores ao redor do mundo.

Um ano depois veio, novamente, para Commodore Amiga (e no ano seguinte seria lançado em Megradive e Super Nintendo) Flashback desenvolvido por Paul Cuisset também para Delphine Software International.

Agora que estamos em 2020 (originalmente essas “novas versões” foram publicadas em 2018, entre outras coisas Flashback saiu com uma bela versão num box set), o mundo dos videojogos mudou muito ao longo dos anos, mas esses dois títulos permanecem “obrigações” para tentar se for mesmo um jogador.

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O que encontramos de novo nessas versões contidas nesta coleção?

Basicamente nada porque, como escrevi há pouco, são exatamente as mesmas versões lançadas em 2018. Não se desespere, vou listar imediatamente o que encontrará dentro de cada um dos dois títulos.

Another World…

Lester Knight Chaykin está a trabalhar numa nova experiência no seu laboratório através do seu acelerador de material. Quando, em certo ponto, um raio cai bem no seu laboratório, interferindo na sua experiência e causando um derretimento inesperado das partículas. Isso faz com que nosso pobre cientista seja catapultado para outra dimensão do espaço-tempo. Assim começa a aventura de Lester, nadando para chegar à superfície de um lago alienígena em busca de respostas.

A versão 2018 do jogo é o trabalho de DotEmu que criou esta porta em colaboração com o criador do jogo Éric Chahi. Ao contrário do original, nesta versão podemos mudar em tempo real os gráficos do jogo original para o de alta definição. Também está disponível a possibilidade de escolher três dificuldades de jogo (algo que não existia na versão de 1991)

O resto continua igual ao jogo lançado no início dos anos 90. Não há nível de bônus ou conteúdo adicional. O que realmente é uma pena.

Another World é um jogo “mínimo” ; não existem inventários, tutoriais, interfaces ou qualquer outra coisa. O jogador joga e aponta. 

O jogador controla Lester e com comandos simples (também inalterados nesta versão), movimento, chuto, tiro e salto.

A jogabilidade permanece a mesma que a original, talvez alguma pequena melhoria na entrada dos comandos. O resto é praticamente “antiquado”, mas ao mesmo tempo fascinante. Uma coisa que achei encantadora é a falta de tempo de carregamento (quem já teve a versão Amiga sabe muito bem do que estou a falar).

Na Nintendo Switch parece bom apesar da sua idade, mesmo que não suporte vibração e ecrã sensível ao toque. No modo portátil e naquela TV ele comporta-se bem e acima de tudo faz-nos voltar no tempo com os pés bem plantados no presente.

Flashback…

O jogo passa-se em 2142 e começa na lua de Titã. Não há prólogo, o jogo começa com Conrad, o protagonista, que está a ser caçado por alguns alienígenas armados com rifles laser, consegue chegar a um hangar, roubar uma moto e fugir.

Alguns momentos depois o veículo é atingido, Conrad cai na selva e perde a memória, deste ponto em diante, o jogo começa.

Assim como em Another World, o jogador assume o comando do protagonista e deve cumprir a missão. Aqui também os controlos permaneceram os mesmos da versão original, mas esse é o seu charme.

O Flashback não é um remaster real, é uma versão ligeiramente melhorada graficamente da versão SNES lançada há muitos anos. Ao contrário de Another World, o pacote add-on aqui é consistente.

Em pormenor…

O mais importante é a possibilidade de “retroceder” o jogo em caso de morte. Esta opção permite ao jogador retomar o jogo até cinco segundos antes da sua morte e, dependendo da dificuldade escolhida, o número de minutos para usar o retrocesso muda.

  • No Easy, ele pode ser rebobinado infinitamente.
  • No Normal, pode aproveitar esta opção até atingir dois minutos de uso por nível.
  • No modo Expert, os minutos por nível tornam-se cinco. Quando o tempo é atingido, a opção é desativada e se morrer… bem, morra e tem que fazer tudo de novo.

Também foram adicionados os filtros FX como simulação, ruído, painéis laterais, filtragem, anti-aliasing, blur.

Outro acréscimo interessante é a possibilidade de decidir ativar ou não o tutorial in-game (na época inexistente porque estava presente naquele objeto chamado livro de instruções).

Mas não só! No início do jogo pode escolher qual “experiência” viver se a clássica ou moderna.

Clássico, em 1993…

  • Sem tutorial
  • Sem retroceder
  • Sons e músicas originais
  • Sem Post FX (as opções de gráficos serão as originais)

Moderno…

  • Tutorial
  • Modo de retrocesso
  • Sons e música aprimorados
  • Filtros Post-FX

Os controlos são iguais aos do original, um pouco incômodos, com três botões, mas fascinantes ao mesmo tempo.

O esquema de controlo é o usado na versão Mega Drive do jogo, o botão “A” permite que corra, pule e interaja com os objetos no ecrã. O botão “X” permite que use itens dentro do inventário e o botão “Y” permite sacar a arma.

Outros componentes adicionais…

  • Pela primeira vez, toque a versão do diretor (com 2 cenas exclusivas)
  • Branco ou rosa? Escolha a tshirt histórica de Conrad com as duas cores icônicas
  • Jogue todos os níveis que concluiu no decorrer da aventura no modo “Treino”
  • Reveja as cutscenes encontradas durante o jogo
  • Jukebox: ouça a trilha sonora do jogo sob demanda
  • Street Art Gallery: ganhe pontos durante a aventura e desbloqueie imagens

Conclusão…

As versões de, Another World e Flashback, jogos contidos nesta compilação de cartuchos já foram lançadas em 2018. Se é colecionador da edição física, torne-a sua, neste ponto recomendo o conjunto de caixa de colecionador do 25º aniversário Flashback lançado há alguns meses com alguns gadgets interessantes no seu interior e a um preço justo.

Another World e Flashback, são jogos bastante interessantes e que vão fazer a felicidade de jogadores que jogaram os títulos originais.

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Nota - 7/10

Positivo
  • Duas obras-primas reunidas pela primeira vez no mesmo conjunto.
  • Bom conteúdo complementar (Flashback).
Negativo
  • Tradução não é grande coisa.
  • Mesmas versões de 2018.

 

Um pouco mais sobre o autor…

O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.