REVIEW – Bravely Default II

REVIEW – Bravely Default II

Abril 3, 2021 Não Por Perplera

Os antigos JRPG eram basicamente sobre cristais elementais e batalhas por turnos e isso mudou com o passar dos anos. O grande pioneiro foi Final Fantasy que mudou completamente a forma como os RPG eram vistos e jogados. 

Bravely Default II é a segunda sequência da franquia apesar de este ser já o seu terceiro jogo. Digamos que não é uma mudança drástica do seu antecessor, estas ideias clássicas foram trazidas para a Nintendo Switch com gráficos melhorados e novos personagens.

História…

Em Bravely Default II o jogador entra na pele de um marinheiro de nome Seth e é levado para a costa do continente Excilliant depois de uma grande tempestade. Esta grande tempestade que levou Seth até a costa do continente Excilliant foi provocada pelo roubo dos cristais elementares que mantêm o equilíbrio no mundo. Seth sente que faz parte de algo maior e parte na procura destes cristais de forma a parar o caos.

Seth tem a sua companhia outros três viajantes, Glória (uma princesa que governou o reino de Musa), Elvis (um estudioso que quer decifrar o livro do seu mestre) e Adelle (uma mercenária que procura a sua irmã). Esta é a nossa equipa de personagens, mas existem mais personagens que se vão juntar a nós de forma temporária enquanto tentamos resolver os mais variados problemas.

A história de Bravely Default II não tem uma narrativa profunda, mas os personagens principais do jogo demonstram algum trabalho por parte da desenvolvedora. Não podemos dizer que Bravely Default II é o jogo com mais nuances no que toca a história, mas não está mau.

Infelizmente algumas missões secundárias são menos interessantes, digamos que são curtas e que nos oferecem um pouco de dinheiro e alguns itens mas chegam a ser entediantes. Nem todas as missões secundárias são más, longe disso, mas infelizmente as que ficam na memória são mesmo muito aborrecidas.

Gráficos e Som…

Bravely Default II tem uma apresentação mais ao estilo dos RPGs mais antigos. O jogo parece um bom livro, bem ilustrado. Digamos que a estética geral da série foi importada para Bravely Default II e a Claytechworks a aprimorou o seu todo de várias maneiras.

As cidades do jogo parecem saídas de livros e os cenários são deslumbrantes com torres com vista para penhascos, lagos, desertos e montes de neve.

Em relação ao design das nossas personagens, eles foram aprimorados  com expressões faciais e texturas melhoradas com mais detalhes. 

Jogabilidade…

Bravely Default II é um jogo bastante linear e que nos leva de cidade em cidade, enquanto resolvemos vários problemas existentes por lá. E conforme vamos avançando no jogo os inimigos vão ficando cada vez mais difíceis. Também iremos encontrar muitos inimigos clonados, inimigos que se parecem com inimigos anteriores mas que têm nomes e cores diferentes.

O jogo conta com um sistema de trabalho, o jogador pode definir um trabalho principal e um secundário para cada personagem, o que permite uma equipa mais dinâmica e pronta para quase todos os imprevistos. Existem mais de 20 trabalhos disponíveis e o jogador pode desbloqueá-los no decorrer do jogo conforme derrotamos os bosses e obtém os seus Asteriscos (pedras de poder).

Esses trabalhos abrangem desde o esperado (o Mago Negro manipulador de feitiços ou Ladrão furtivo) até o único (o Jogador que manipula a sorte ou o Pictomante pesado). O jogador encontrará mecânicas únicas mesmo dentro dos trabalhos. Por exemplo, Monk permite que você troque saúde (ou mesmo Pontos de Brave) para atacar os inimigos com ataques fortes. 

Temos ainda o sistema Brave e Default, este sistema permite ao jogador armazenar uma série de ataques ou juntá-los todos de uma vez. Quando lutamos contra os nossos inimigos, a cada turno ganhamos um Ponto Bravo (BP) e quando usamos o comando Brave podemos usar várias ações ao mesmo tempo até a um máximo de quatro com cada uma dessas ações a custar um Ponto Bravo (BP). Em relação ao comando Default, a nossa personagem entra num estado defensivo, reduzindo o dano recebido e acumulando um ponto (BP).

O jogador tem de ter em atenção os Pontos Bravo disponíveis, caso contrário arrisca-se a entrar nos pontos negativos. Quando nos encontramos com pontos negativos os nossos companheiros não fazem nada nos turnos subsequentes, recebem ataques de entrada até que sua BP chegue a zero.

Em relação aos inimigos, estes estão destacados no mapa em vez dos apreciados encontros aleatórios (presentes nos jogos anteriores). Isso faz com que os jogadores acabem por evitar os confrontos diretos, algo que achei menos bem, afinal essa é uma das essências de um bom RPG.

Conclusão…

Bravely Default II é um jogo com uma jogabilidade JRPG clássica. Não estamos a falar de um RPG que traz até nós inovações mas sim de um jogo que tenta polir as combinações dos Final Fantasy originais com um toque contemporâneo. Bravely Default II é um jogo bastante divertido de se jogar apesar de terem retirado algumas mecânicas que acreditamos que eram  importantes. Apesar de tudo continua a ser um excelente jogo e que vai fazer os jogadores divertirem-se durante horas e horas. Para os fãs de RPG este é um bom jogo e que nos remete para os RPGs originais sem tanta elaboração gráfica,  ao contrário dos mais recentes jogos de Final Fantasy.

 

Nota 8/10

Positivo
  • Cidade bonitas..
  • Sistema de trabalho flexível.
  • Sistema JRPG old school.
Negativo
  • História demasiado previsível.
  • Algumas missões secundárias são entediantes.

Um pouco mais sobre o autor…

O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.