Review – Grounded

Review – Grounded

Agosto 2, 2021 0 Por Perplera

Este fim de semana o jogo Grounded esteve gratuito e tive a oportunidade de poder jogar este jogo que já bastante famoso para muitos jogadores, o jogo de sobrevivência da Obsidian Entertainment que obteve mais de um milhão de jogadores nos primeiros dois dias. Uma menção especial vai, em primeiro lugar, para o trailer de lançamento que recomendamos vivamente para ver se ainda não teve oportunidade. 

A Obsidian, produziu títulos de alto nível, como Star Wars: Old Republic II: The Sith Lords ou o mais recente The Outer Worlds, decide apostar no humor para divulgar um jogo desenvolvido por uma equipa de apenas treze pessoas. Grounded é um título que na sua simplicidade possui um enorme potencial.

De predador a presa…

Imagem gameplay GroundedOs protagonistas de Grounded são quatro meninos que foram encolhidos por uma máquina, e são obrigados a sobreviver no jardim da sua casa na tentativa de voltar ao tamanho normal. Uma ideia muito interessante porque com esta manobra se perde o sentimento de poder, tornando o jogador uma possível presa aos menores seres da cadeia alimentar, e dando aquela sensação de angústia que pode ser percebida mesmo na sobrevivência de alto nível. Semelhante ao jogo educativo Bee Simulator, que nos permite ver o mundo da perspectiva das abelhas, observamos nosso entorno do ponto de vista de um inseto, porém em Grounded o jogador não se torna parte integrante do ecossistema, mas é um hospedeiro indesejado que pode ser comido por pulgões, formigas, aranhas gigantes e muito mais.

Agora digam-me, vocês são daquelas pessoas que podem facilmente enfrentar zombies, criaturas do inferno, alienígenas, dragões e criaturas mitológicas, mas que grita como uma criança ao ver uma pequena aranha? Se sim, e isso limitou a sua vontade de experimentar Grounded, pode ficar tranquilo porque antes de começar a jogar existe a possibilidade de inserir um fantástico filtro de aracnofobia, com 5 tonalidades diferentes para transformar a aranha numa bonita bola branca com olhos vermelhos e assim tornar este jogo jogável para quem tem essa fobia brutal das aranhas. Agora que finalmente está pronto para seguir em frente, aqui está o que o espera.

Este não é o País das Maravilhas!

Imagem gameplay GroundedO primeiro passo é escolher o personagem para jogar entre os quatro disponíveis.

Não existe a possibilidade de personalização inicial, por isso, não poderá criar um avatar à sua imagem. Dito isso, depois de decidir o nível de dificuldade em que deseja jogar, estará pronto para começar e imediatamente se vai ver imerso na ação, com a clássica visão de sobrevivência em primeira pessoa, num “oeste selvagem” com cogumelos gigantes e formigas assassinas. O jogo não conta com um tutorial inicial, pois embora muitas ações sejam intuitivas para jogadores mais experientes, algumas dinâmicas são menos habituais e fará com que os jogadores menos experientes acabem por ver o desenvolvimento do jogo mais lento. A primeira coisa a fazer ao começar a jogar Grounded é sem dúvida a recolha do máximo de objetos que puder, como pedras, folhas de ervas e folhas, e procure por pequenas estagnações de água ou ainda melhor, gotas de orvalho para beber, e consiga um pouco de comida, neste caso cogumelos, para poder comer de forma imediata.

Imagem gameplay Grounded

Chegamos a uma pequena tenda com um laboratório de análises em miniatura, imediatamente percebemos o quanto é importante analisar os itens que vamos recolhendo, é assim que sabemos o que podemos criar ou fazer com cada item. Tal como acontece com todos os títulos desse estilo, desbloquear projetos de armas como lanças, machados, arcos e 

flechas torna-se essencial não apenas para a sobrevivência, mas também para construir abrigos ou fortalezas para se entrincheirar, bem como fazer stock de alimentos. Mais tarde será possível cozinhar, assim que o jogador obter todas as peças essenciais para construir um braseiro. Além disso, no menu principal existe também uma seção Quest, útil para entender os próximos movimentos a serem feitos, e um mapa, apesar de achar que fãs imensa falta uma bússola e a possibilidade de visualização do minimapa para permitir uma melhor orientação dentro da área de jogo. Além disso, como qualquer jogo de sobrevivência que se preze, no canto inferior esquerdo encontramos um clássico indicador de saúde, fome, sede e força vital da nossa personagem.

As primeiras missões servem essencialmente para aprender, por tentativa e erro, como aproveitar ao máximo as habilidades de nosso personagem e como não ser morto no primeiro encontro com os inimigos do jogo.

Se algo se mexer…CORRE…

A história deveria ter uma maior atenção por parte da desenvolvedora, principalmente porque o jogo tem grande potencial para uma narrativa que justifique a horrível aventura desses pequenos humanos dentro do jardim. Embora os tons pareçam querer ficar num nível muito mais superficial do que The Last of Us, seria apropriado expandir a história e talvez descobrirmos algo mais sobre os protagonistas. A única coisa que sabemos é que vagueamos pelo jardim em busca de objetos misteriosos que poderiam ajudar-nos a sobreviver. A principal ocupação, passa a ser atualizar as armas e criar novas graças aos recursos obtidos, em particular a criação de um abrigo para a noite onde o jogador poderá dormir e sobreviver às horas da escuridão. Isso ocorre porque nada é tão desafiador e assustador quanto andar pelo jardim à noite. Graças aos sons assustadores dos insetos à noite, não é possível entender realmente a origem das ameaças, o que significa que tudo o que o jogador pode fazer é ter cuidado e preparar-se para correr sempre que algo estiver a mover-se na sua direção. Certamente, no futuro, a variedade de inimigos será ampliada, mas por enquanto são principalmente as aranhas, que criam os maiores problemas.

Imagem gameplay Grounded

Já a criação de itens é muito fácil e intuitiva, embora seja possível criar pequenas coisas por meio do menu principal, para itens maiores ou mais complicados, o jogador precisará de muitas ferramentas e de uma bancada de trabalho. Existem diferentes tipos de elementos que podem ser criados através da recolha de recursos, alguns deles podem ser úteis em várias situações, enquanto outros são usados ​​apenas para decorar o seu “reino”. Os protagonistas do jogo estão, por enquanto, a trabalhar e a lutar contra os insectos, que permitem, através do modo multijogador, criar equipas e ajudar-se mutuamente tanto na defesa dos abastecimentos como na criação de edifícios reais. 

É certamente um título com potencial, e sem dúvida o trabalho de Obsidian é sempre da mais alta qualidade. No entanto, estamos à espera de saber onde a história nos pode levar, embora já tenha conquistado muitos utilizadores que apenas querem divertir-se.

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Nota 8/10

Positivo
  • Filtro de aracnofobia.
  • Ponto de vista interessante.
  • Diversão no multijogador.
Negativo
  • Sem opção de personalização das personagens.
  • Ausência quase total de um tutorial.

Um pouco mais sobre o autor…

O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.