REVIEW – Max Payne 3

REVIEW – Max Payne 3

Agosto 14, 2012 Não Por Perplera

Max tem como trabalho proteger um magnata imobiliário de nome, Rodrigo Branco e a sua família. Este não é um trabalho que orgulha Max, não é com certeza um trabalho que deixe contente Max todas as manhãs. Vale-lhe o álcool em abundância que o alivia do descontentamento e das memórias do passado em Nova York onde ele perdeu tudo.

O que é certo é que a bebida não está a ajudar Max em nada, pelo contrário, está a causar problemas nas suas habilidades e saúde. Max desta vez meteu os pés em grande e a esposa de Rodrigo é sequestrada por um dos gangues das Ruas de São Paulo, enquanto estava sob a sua guarda. Ora isto soa a mais confusão que Max vai ter de resolver, isto tudo envolto num mundo em colapso que pode ser a redenção deste nosso herói.

Afinal de contas Max já está habituado a estar à beira do abismo mas desta vez pode ser que o rapto de alguém que ele prometeu proteger seja o empurrão que Max precisava para dar a volta por cima.

Algo que nos surpreendeu foi a capacidade que a Rockstar teve de conseguir representar fielmente a embriaguez e a mentalidade completamente despedaçada de Max.

Algo que vamos ver constantemente são flashes de objectos e pessoas que ficam focados e desfocados que mais parece que estamos num sonho. Vamos também ter presentes frases importantes a que devemos prestar atenção que são enfatizadas por flashes rápidos de texto e o ecrã dividido que nos mostra eventos separados.

Algo que se tornou novidade neste jogo foi o facto de termos um Max mais descontraídos de camisa havaiana e com uma pele bem bronzeada. Apenas vamos estar em Nova Jersey um par de vezes em flashbacks.

 Tal como já é hábito nos anteriores jogos da série o jogo está carregado de cenas cinematográficas, mas isto não é um ponto negativo, pelo contrário, uma cena cinematográfica divertida e cheia de informação sobre a história já para não falar na troca de insultos que existe em parte das cenas.

O ritmo do jogo é frenético e repleto de cenas de ação em locais que não lembram a ninguém.

Quando Max se sente ameaçado ele não hesita e puxa de imediato da sua arma. O jogo começa um pouco lento, mas das duas uma, ou Max está a ficar velho ou a bebida está a fazer muitos estragos.

O sistema de “Bullet Time” passou por uma reforma para ser ainda mais emocionante o que se provou ter sido uma reforma e tanto.

Nos jogos anteriores, quando Max saltava para o chão, ele levantava-se como se nada se tivesse passado, pois é, atualmente as coisas não são assim.  Agora cada vez que Max salta para o chão para além de bater contra os obstáculos que estão no seu caminho ele vai também ficar mal tratado, assim que aterra no chão ele fica em posição de disparar contra os seus inimigos em qualquer posição que eles estejam, mas uma coisa é certa ele já não vai ficar bem tratado com as quedas.

É de notar que quando o último inimigo da área é derrubado vamos ver a sua morte com um tiro final e um suspiro de alívio.

Max apesar da sua idade, está provido de movimentos capazes de fazer inveja a qualquer herói de videojogos dos tempos modernos. Esses movimentos vão ser muito úteis no decorrer de toda a ação.

 

Por vezes o jogo vai tornar-se frustrante pois o tiroteio é tão grande que não vamos poder fazer muito para manter Max vivo. Mais frustrante que isso vai ser ter de começar essa seção do jogo de novo.

O jogo tem um modo multiplayer que é capaz de não ser uma adição de peso ao jogo, é realmente surpreendentemente abrangente, com níveis, loadout, rewards e sistemas de desbloqueio, mas nada de mais.

Existem mais modos de jogo e um dos mais substanciais é o modo “Gang Wars” que faz grande uso das “Crews” no Rockstar Social Club. Vão competir duas equipas em vários modos de jogo diferentes e todos eles ligados a vários eventos do modo single player.

Assim sendo, a tua equipa pode ter de defender o seu território, em busca de um alvo inimigo importante no próximo e depois competir no deathmatch para terminar.

Digamos que é agradável e incorpora o “Bullet Time” de um modo bem razoável sem comprometer este modo de jogo. O jogo pode levar a momentos intensos de tiroteios à medida que tu e o teu oponente se aproximam um do outro com mergulhões em câmara lenta e balas a rasar a cara de cada um.

O modo “Single player” e o modo “Multiplayer” oferecem um conjunto muito agradável ao jogo.

A história está muito bem pensada e ao nível que fomos sempre habituados pela Rockstar Games.

Um jogo sem dúvida recomendável a qualquer gamer.

 

NOTA: 8/10

Positivo
    Negativo