REVIEW – Monster Hunter Rise

REVIEW – Monster Hunter Rise

Março 28, 2021 Não Por Perplera

A Capcom tem várias franquias associadas à empresa, mas atualmente a franquia Monster Hunter é a sua principal franquia e o seu foco. Existem outras franquias bastante populares como Street Fighter e Resident Evil, mas Monster Hunter é a cereja no topo do bolo com Monster Hunter World que vendeu 16 milhões de unidades.
Digamos que nos jogos de Monster Hunter a aventura é diferente para cada um, mesmo para os jogadores mais experientes podem haver momentos mais tensos e frustrantes. Em relação a Monster Hunter Rise, este jogo está cheio de personalidade e de várias mecânicas bem interessantes.

História…
O jogo Monster Hunter é um RPG focado na caça de monstros de forma a evoluir a nossa personagem e a conseguir melhores equipamentos e armas para continuar a nossa caçada por monstros maiores e mais fortes.
Em relação à história, este jogo não tem uma história que não desenvolve muito, eu diria que temos uma pequena introdução e alguns tutoriais para os iniciantes mas depois limitamo-nos a quests que vamos conseguindo pelo mapa.
Assim que iniciamos o jogo vamos criar e personalizar a nossa personagem a nível estético, neste campo considero que temos alguma liberdade, algo muito agradável. Mas a nossa personalização não passa somente pela nossa personagem, também teremos de personalizar a aparência dos nossos companheiros de viagem, um Palamute (um cão) e um Palico (um gato), e temos de lhes dar um nome.
Por fim, temos a parte mais importante, na minha opinião, a escolha da arma. Afinal de contas, a nossa jogabilidade pode variar bastante conforme a arma que se escolha. Creio que o truque está em experimentar várias armas para poder saber qual se adapta melhor ao teu estilo de jogo. De qualquer das formas, o jogador vai ter de ter em atenção que algumas armas são mais difíceis de manusear do que outras, isso deve-se ao facto de a curva de aprendizagem ser diferente.
Acabando a parte de configuração inicial partimos para a parte em que recebemos várias tarefas/missões. Iremos receber várias missões, algumas delas são para coletar itens, outras são para matar pequenos monstros e temos ainda outras onde temos de caçar autênticas bestas.
Quando nos encontramos já no campo onde iremos cumprir a nossa missão temos à nossa disposição algumas formas de exploração dos cenários. Temos no nosso inventário um gancho que nos permite alcançar locais mais altos e até dar saltos enormes. Temos também a possibilidade de montar o nosso Palamute para nos deslocarmos mais rapidamente pelos cenários.

O foco do jogo e a grande estrela da companhia são os monstros, em Monster Hunter Rise temos uma grande diversidade de bestas, todas elas com características que as tornam únicas. Todos os monstros do jogo têm uma forma de lutar diferente, por isso é importante prestar atenção aos monstros de forma a entender quais os seus pontos fracos.
Nem sempre temos de matar os monstros, por vezes podemos capturá-los, e para isso temos de usar armadilhas e até mesmo bombas atordoantes.
Todas as missões têm na realidade dois objetivos, a missão propriamente dita e o tempo limite em que temos de a cumprir. Imaginem que estão numa caçada a um monstro específico, vão ter de lutar com o monstro com toda uma estratégia e ainda assim dentro do tempo estipulado.

Gráficos e Som…
Monster Hunter Rise tem um design muito baseado no Japão Feudal com as suas cores, cenários e até mesmo roupas das personagens.
No decorrer da nossa jornada iremos passar por cenário deslumbrantes, são cenário muito vivos onde para além das caçadas temos itens e ingredientes para a confecção de poções para coletar.
Apesar de ser uma consola portátil e os jogadores terem sempre o receio dos gráficos que cada jogo nos vai apresentar, posso dizer que acabei bastante surpreendido. Como todos sabem as consolas portáteis são bastante mais limitadas do que as consolas caseiras e acabam por muitas vezes ficar bem aquém do esperado por falta de um polimento do jogo ou problemas no desempenho do jogo. Mas curiosamente em Monster Hunter Rise os visuais são incríveis e nota-se que a equipa de desenvolvimento tomou atenção a pormenores.
É certo que o monitor da consola está limitado mas ter a resolução a 540p na dock depois de algum tempo a jogar o cansaço instala-se.
Em relação às trilhas sonoras, estas destacam-se de uma forma surpreendente que achei que não seria possível na consola portátil da Nintendo.
O jogo e as batalhas são acompanhadas de trilhas sonoras entusiasmantes e que encaixam perfeitamente no estado de espírito em que nos encontramos. As trilhas sonoras foram tão bem escolhidas que chegam mesmo a fazer com que o jogador sinta que cumpriu o seu objetivo e que está a ir muito bem, não é qualquer jogo que consegue este feito. Acho que as trilhas sonoras são mais uma forma de dar uma imersão extra ao jogo e Monster Hunter Rise consegue isso na perfeição.

Jogabilidade…
O foco principal deste jogo é a caçada, e nesse ponto o jogo está incrível. Digamos que a experiência da Capcom é grande neste quesito.
Os jogadores devem estar bastante atentos no decorrer das batalhas, devemos ver como o monstro reage aos nossos ataques, devemos defender-nos dos seus ataques e conseguir detetar os seus pontos fracos para conseguir derrotá-lo mais facilmente.
Algo interessante é o facto de os monstros inimigos já não terem uma barra de vida, agora iremos ver a forma de lutar no monstro mudar conforme ele vai enfraquecendo. Achei bastante engraçado quando um monstro enfraquecido começou a babar ou quando começou a mancar enquanto fugia da batalha, foi lindo. No que toca a batalhas, ainda podem aparecer outros monstros no meio da batalha. Estes podem enfrentar-se e se não tivermos cuidado podemos ser apanhados no fogo cruzado. Mas houve alturas em que me afastei e fiquei só a ver o desfecho para poder acabar com os monstros e sacar o loot.
Algo muito engraçado acontece quando o monstro que caçamos está enfraquecido, nessa altura é possível montar nesse monstro e controlá-lo por um curto período de tempo. Enquanto o controlamos podemos usá-lo para lutar com outros monstros, algo interessante quando queremos caçar vários monstros.
Algo que devemos sempre ter debaixo de olho é a barra de estamina, depois de tanto lutar e correr acabamos por ficar estafados e mais desprotegidos quando estamos em luta. A estamina vai diminuindo conforme o tempo vai passando, para voltar a aumentá-la teremos de comer algo de forma a recuperar a energia. Assim sendo será sempre boa ideia ter alimentos no inventário para serem usados em caso de necessidade.
Algo curioso é o facto de a nossa arma perder o fio no decorrer das batalhas, ou seja, a nossa arma deixa de cortar tão bem. Com o tempo a nossa arma se não for afiada e não levar a devida manutenção acabará por não fazer grande mossa nos monstros.
Existem várias armaduras no jogo, tanto para a nossa personagem como para os nossos companheiros de viagem (Palamute e Palico). Digamos que as peças de armadura lembram bastante a aparência do monstro que derrotamos para conseguir obtê-las. Mas a busca por estas armaduras vai acabar por fazer com que o jogador repita várias e várias vezes as lutas com monstros até obter os materiais necessários para fazer a armadura completa.
Modo Tower Defense e Online…
O jogo conta com um novo modo de jogo idêntico a um Tower Defense, digamos que neste modo temos de defender a vila de Kamura contra as hordas de monstros de nome Frenesi. Temos à nossa disposição vários mecanismos de defesa como por exemplo, bestas e canhões que podem ser colocados nas muralhas, ou armadilhas e explosivos que são espalhados ao longo do caminho.
Tal como nos clássicos Tower Defense, a ideia é impedir que os monstros derrubem os portões da vila. Para isso podemos usar as armadilhas e armas instaladas para atacar os monstros como também podemos fazer os nossos ataques corpo a corpo. A missão termina quando derrotamos todos os monstros sem que eles consigam invadir a vila.
Ainda sobre as caçadas, esta jornada não tem de ser solitária, podemos caçar estas bestas com até mais 3 jogadores e enfrentar bestas ainda mais poderosas do que no modo a solo. A minha experiência de jogo com outros membros foi espetacular sem qualquer queda de frames ou lag.

Conclusão…
Monster Hunter Rise é um bom exemplo de um jogo vindo de uma franquia de sucesso e que faz tudo por tudo para melhorar cada vez mais a cada lançamento de um novo jogo. Quando todos pensávamos que a jogabilidade de Monster Hunter já estava no ponto, a Capcom vem provar o contrário e melhora ainda mais este ponto. Temos ainda o ponto do gráficos, apesar de limitados a 540p eu posso dizer que o jogo está muito bem polido e os gráficos tanto de cenários como de personagens estão muito bonitos. É certo que a parte gráfica tem várias fragilidades e podem ser vidas com uma certa facilidade, em relação às texturas, estas não abundam. Fica sempre a sensação de que a resolução é mais baixa do que deveria, mas provavelmente é isso que lhe dá toda a estabilidade que tem.
Eu acredito que Monster Hunter Rise é uma espécie de conversão do Monster Hunter World para a Nintendo Switch. Os monstros que vemos no jogo e as armaduras, na sua maioria, são iguais aos que vimos anteriormente na série, não quer dizer que seja um ponto negativo.
Eu diria que Monster Hunter Rise é uma adaptação da franquia perfeita para a Nintendo Switch. Este é o jogo que muitos não acreditavam ser possível ser visto na consola portátil da Nintendo e que acabou por surpreender tudo e todos.
Um jogo que vai fazer as delícias de milhares de jogadores e que trará certamente mais fãs para a franquia.
Um jogo que deve fazer parte da coleção dos jogadores da Nintendo Switch.

 

Nota 9/10

Positivo
  • Design surpreendente.
  • Níveis de Rampage são divertidos.
  • Novas criaturas.
  • Dezenas ou até mesmo centenas de horas de jogo.
Negativo
  • Sessões prolongadas a 540p , podem causar desconforto.