REVIEW – Nioh Collection PS5

REVIEW – Nioh Collection PS5

Fevereiro 5, 2021 Não Por Perplera

Quatro anos após o lançamento do jogo Nioh original, uma pequena joia da perversidade que emergiu das brumas de um “inferno de desenvolvimento” de mais de dez anos, a saga Team Ninja está a preparar-se para fazer a sua estreia na PS5 numa versão remasterizada. Adquiríveis individualmente ou em conjunto na Nioh Collection (em ambos os casos com todos os DLCs incluídos), as duas aventuras do estúdio japonês visam oferecer aos usuários da PlayStation 5 centenas de horas de batalhas emocionantes, graças aos méritos de um dos sistemas de combate mais emocionante entre os vistos nos últimos anos, tornado ainda mais fluido e satisfatório graças às melhorias feitas para a ocasião pelos desenvolvedores.

Imagem do jogo Nioh CollectionMelhorias que evidentemente não alteram radicalmente o equilíbrio da produção, em consonância com os cânones de uma série que nunca fez da renderização gráfica um dos seus principais pontos fortes.

Desde que William Adams desembarcou nas margens de “Zipangu”, palco do eterno conflito entre as hordas demoníacas e os campeões da humanidade, a Team Ninja continuou a expandir o universo de Nioh seguindo um curso conservador, mas eficaz, o mesmo da base de uma sequência que, embora não altere de forma perturbadora a fórmula da série, não deixou de oferecer aos fãs da série um rico banquete de brutalidade e técnicas marciais.

Por outro lado, a intenção da equipa de desenvolvimento sempre foi clara, melhorar a solidez da sua oferta lúdica, fazendo pequenas alterações destinadas a realçar o seu carácter.

Critério que o estudo aplicou também à evolução técnica da saga, com um segundo capítulo que mostrava um setor gráfico mais refinado, mas não particularmente distante do seu antecessor.

YouTube video

Neste sentido, a estreia de Nioh na PlayStation 5 representa uma confirmação do rumo levado a cabo pela equipa de Fumihiko Yasuda: as novas versões dos dois jogos enquadram-se plenamente na definição de “remasterização”, portanto, não propõem nenhum conteúdo, mudanças nem grandes acréscimos tecnológicos (como o Ray-Tracing, por exemplo). Como por tradição, o trabalho de atualização concentrou-se em dois aspectos principais com um peso significativo no aproveitamento geral da experiência, a taxa de fps e resolução.

Modos Gráficos de Nioh Collection…

Imagem do jogo Nioh CollectionO jogo conta com, três modos gráficos diferentes a serem selecionados de acordo com suas preferências e as características de jogo. Ao escolher o Modo Standard, ideal para proprietários de um “antigo” painel Full HD, a resolução é fixada em 1080p com frame rate de 60 fps, de forma a permitir que o motor invista mais recursos no desempenho do sistema de iluminação. e efeitos de pós-processamento (reflexão do espaço da ecrã e oclusão ambiental em primeiro lugar).

Caso esteja a considerar sacrificar a resolução em favor dessas melhorias, gostaríamos de esclarecer que, o jogo não vale a pena, já que na maioria dos casos estamos a falar de diferenças com pouco impacto na qualidade geral da ‘experiência.

A este respeito, o modo 4K pareceu-nos a melhor solução para a maioria dos jogadores, o aumento da resolução das texturas tem um peso bastante significativo na eficácia da encenação, com uma taxa de fotogramas que geralmente permanece bem ancorada ao Limite de 60 fps. Se em Nioh 2 raramente vimos fenômenos de travamentos ou pequenas flutuações no número de fps, o primeiro capítulo mostra alguma pequena incerteza em algumas circunstâncias específicas.

Imagem do jogo Nioh CollectionVale a pena especificar que se tratam de pequenas oscilações, que em nada alteram a diversão da jogabilidade. Como uma observação lateral, teríamos apreciado se a equipa de desenvolvimento também tivesse incluído no jogo Nioh original a possibilidade de alterar a predefinição gráfica sem regressar ao menu principal, uma opção (presente na sequência) que teria tornado mais fácil comparar rapidamente os diferentes modos.

Por outro lado, a estreia do Modo Foto no jogo Nioh original certamente irá deliciar os entusiastas da fotografia digital, que finalmente serão capazes de imortalizar as suas façanhas de guerra graças a uma ferramenta dedicada (basicamente idêntico ao introduzido com o patch 1.09 de Nioh 2). O terceiro modo disponível na PS5 traz a taxa de fps até um máximo de 120 fps, empurrando o acelerador na resposta dos controlos e na fluidez geral da jogabilidade, tudo com uma resolução de renderização fixada em 1080p, claramente sem as melhorias vistas com a predefinição padrão. Esta é uma solução que não deixará de agradar aos puristas da taxa de fps, mas que a maioria dos jogadores pode facilmente ignorar. Seja qual for o seu modo favorito, lamentamos confirmar que as cenas do jogo ainda estão “bloqueadas” aos 30 fps, um limite que obviamente não altera a agradabilidade do todo, ao mesmo tempo que gera uma certa desarmonia entre o jogo e as seções narrativas.

DualSense…

Como surgiu durante uma entrevista recente com a Team Ninja , as versões PS5 dos dois Nioh´s exploram os recursos do DualSense para adicionar uma “nota de sabor” sem precedentes à dinâmica lúdica da série. O feedback tátil, em particular, é usado para amplificar as sensações que acompanham o impacto de cada batida, com a contribuição do alto-falante integrado ao pad. Embora não seja uma implementação particularmente sofisticada, a vibração pareceu-nos decididamente funcional sejam quais forem as características da jogabilidade, sem nunca ser invasiva.

Já os gatilhos adaptativos são utilizados quando o protagonista segura uma arma à distância, simulando a tensão da corda de um arco ou a resistência do gatilho de uma rifle de precisão, tudo a favor da imersão.

Jogabilidade…

Imagem do jogo Nioh CollectionUm elemento que também é afetado por um setor de áudio aprimorado graças ao Tempest 3D AudioTech da PS5, que torna os ambientes sombrios da saga ainda mais envolventes, enriquecendo a jogabilidade com novas nuances sensoriais. Passando para outra das principais características da consola de nova geração da Sony, a velocidade do seu SSD, podemos confirmar que os carregamentos do jogo na PS5 são praticamente instantâneos, exceto talvez pelo primeiro que acompanha o jogador ao menu principal, que mesmo assim não requer mais do que alguns segundos.

A estreia de Nioh na PlayStation 5 e a sua sequência, entrega nas mãos dos jogadores o que é, sem dúvida, a melhor versão dos dois jogos, que ultrapassam a fronteira geracional com actualizações técnicas capazes de realçar as peculiaridades da receita lúdica composta pela Team Ninja.

A solidez do desempenho, em particular, combina perfeitamente com as características distintivas de um sistema de combate que é tão frenético quanto técnico, permitindo aos jogadores fazer mostrar os seus talentos de luta sem ter que temer as consequências,potencialmente letais, de uma falha na fps. Sobre essas notas, no entanto, não podemos deixar de fazer uma consideração adicional, de acordo com as informações disponíveis no momento da publicação, o desenvolvedor não parece ter planos de oferecer uma atualização gratuita aos proprietários do primeiro Nioh na PS4, embora o trabalho de remasterização realizado pela Team Ninja seja de um modo geral valioso, lutamos para definir a compra da nova edição como inevitável. Isto porque, deixando de lado o suporte DualSense e a redução dos tempos de carregamento, a distância entre as diferentes edições do Nioh pode ser significativamente reduzida utilizando o que era a opção gráfica menos conveniente na “geração antiga” do pacote, que é o Modo Cinema com taxa de fps desbloqueada.

Imagem do jogo Nioh CollectionSelecionando este presete em compatibilidade com versões anteriores, pode de fato jogar em 4K (dinâmico) sem sacrificar a fluidez da ação, que facilmente atinge 60 fps. Na ausência de intervenções de otimização direcionadas, pode deparar-se com algumas flutuações mais significativas, mas em geral terá uma experiência não muito longe daquela oferecida pelo remasterizado na PS5, especialmente se a ideia de jogar a 120 fps não for assim tão importante.

Em geral, a escolha de não oferecer aos usuários uma atualização gratuita parece difícil de justificar, ainda mais por ter em mente o tratamento reservado ao segundo capítulo e a extensão real das melhorias. Independentemente dessas considerações, o lançamento da Nioh Collection na PS5 ainda representa uma excelente oportunidade para recuperar dois dos melhores títulos “hardcore” lançados durante a geração passada, capazes de oferecer centenas de horas de diversão sanguinária em alta tensão.

Conclusão…

Nioh estreia-se na PlayStation 5 com um par de remasterizações bem feitas, que aterram na consola de nova geração da Sony com algumas melhorias que visam aumentar os pontos fortes da saga, especialmente no que diz respeito à eficácia de um sistema de combate tão frenético como técnico. Os modos gráficos apresentados nao PS5 permitem que os usuários escolham entre um trio bem variado de predefinições, projetadas para atender às necessidades de todos os jogadores. No geral, as remasterizações Nioh 1 e Nioh 2 apresentam um perfil de desempenho sólido e satisfatório, embora não representem um avanço claro em relação às versões anteriores dos dois títulos, pelo menos no que se refere ao desempenho geral do setor gráfico. Caso ainda não tenha testado os seus reflexos e paciência com a série Team Ninja, o lançamento de Nioh Collection, representa uma excelente oportunidade para recuperar dois exclusivos valiosos. Em relação à atualização gratuita oferecida aos proprietários da versão PS4 de Nioh 2, oferece uma excelente desculpa para voltar a derramar hectolitros de sangue yokai entre as terras do Japão feudal. Quanto à atualização do primeiro capítulo, se já estiver na sua biblioteca, recomendamos que avalie cuidadosamente a compra da versão remasterizada, especialmente se não estiver interessado em estender a taxa de fps além do limite de 60 fps.

Segue todas as notícias sobre o mundo dos videojogos na Strong Player.

Segue-nos nas Redes Sociais e, FacebookTwitter Instagram.

Nota 9/10

Positivo
  • Melhorias que visam aumentar os pontos fortes da saga.
  • Vários modos gráficos.
  • Imersºao do Dualsense.
  • Dois dos melhores títulos “hardcore“.
Negativo

    Um pouco mais sobre o autor…

    O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.