REVIEW – Reality Fighters

REVIEW – Reality Fighters

Julho 14, 2012 Não Por Perplera

Quantos de nós nunca pensaram… “E se a personagem saltasse fora do jogo?”

Pois é, o jogo Reality Fighters foi o jogo que chegou mais perto disso (até hoje).

As consolas portáteis trouxeram até nós algo que até hoje pensávamos impossível. Imaginem o que é colocar a sua cara ou a de um amigo ou conhecido na da personagem principal do jogo.

Pois é, com a PS Vita isso é possível e sem serem precisos acessórios extra ou edições de imagem.

É certo que já existiu no passado algo do gênero, refiro-me ao Photo Dojo da Nintendo DS que introduziu este tipo de funcionalidades num jogo de luta, mas a PS Vita promete-nos uma experiência incrível.

 Tal como aconteceu com Little Devians e com Wipeout 2048, o jogo Reality Fighters também é um dos jogos de lançamento da PS VIta que tenta explorar algumas das funcionalidades da consola a fim de mostrar ao jogador a grandiosidade da nova consola portátil da Sony.

Neste jogo somos aprendizes de lutador que procuramos aprender com o Mestre Miyagi, para isso vamos ter de percorrer um longo caminho. Vamos combater com todos os ex-alunos do mestre Miyagi e vamos ter de derrotá-los a todos com as dicas que a cabeça flutuante de Miyagi nos dá ao longo dos vários combates.

 Quando começarmos o jogo Reality Fighters vamos ser levados a criar a nossa personagem, desde roupas, altura, estrutura corporal mas o mais importante, a nossa cara. Quando fazemos a captação da cara, vamos ter de ter atenção a vários pontos que nos aparecem como a posição dos olhos, boca e outros pontos muito importantes. Se não forem levados em conta todos esses pontos arriscamo-nos a parecer um zombie. Quanto a voz, essa também é possível personalizar através do microfone da consola. Imaginem uma personagem muito idêntica a vocês a lutar numa consola, muito fixe.

 No início do jogo a personalização da nossa personagem é um pouco limitada mas conforme avançamos no jogo vamos desbloqueando novos acessórios e vamos equipando a nossa personagem ao nosso gosto.

Para além da personalização dos vestuários temos também a personalização dos estilos de luta, existem vários estilos de luta que vão do kung Fu ao Boxe.

 Falemos agora dos modos de jogo, iniciamos pelo modo História que é o modo principal do jogo onde iniciamos a nossa escalada para o melhor combatente de todos os tempos.

Um combate de cada vez, vamos derrotando os ex-alunos de Miyagi quase como um teste às nossas capacidades. Em cada combate que fazemos vamos ganhar estrelas, essas estrelas podem ser usadas para comprar os ditos acessórios que equipam a nossa personagem, poses de luta e outros extras.

Na realidade os combates de Reality Fighters não estão muito longe dos habituais combates de outros jogos de luta em 2D como Street Fighter ou Tekken, é claro que uns furos bem mais abaixo.

O padrão de luta usa todos os botões frontais da consola, dois botões são usados para ataques de mãos e os outros dois para ataques com os pés. Tal como já acontece desde os primórdios dos jogos de luta, os restantes ataques são executados com a meia-lua e o pressionar o botão certo no tempo correto.

Os ataques estão definidos mediante o estilo de luta, por isso convém decorar os tipos de ataque de cada estilo de luta a fim de conseguir bloquear o adversário atempadamente.

O sistema de defesa baseia-se em clicar no botão para trás, combinando com a tecla X e do quadrado.

 Tal como acontece em outros jogos de luta 2D Reality Fighters não quis  ficar de fora no uso dos Ultras, os Ultras são ataques especiais que fazem mais dano no adversário.

A barra de ultra aparece logo abaixo da barra de vida, essa barra vai enchendo a medida que causamos dano no nosso adversário, cada vez que a barra enche podemos dar uso ao ataque especial.

A barra de power pode encher várias vezes durante o combate, pode ainda ter vários níveis de cor tendo como azul o primeiro nível. Cada estilo de luta tem dois tipos de ataque especial diferentes.

 Conforme vamos avançando no jogo vamos poder desbloquear armas para poder usar no combate. É certo que o uso de armas não vai acrescentar nada ao jogo, digamos que se pudemos dizer que acrescenta algo ao jogo será o aspecto visual pois de resto não há novidades nem no desgaste de ataque nem na defesa, mas podemos dizer que se torna bem engraçado ver as personagens lutar com armas.

 Os combates acontecem em cenários reais, tanto os que aparecem no jogo como os que são capturados pela câmara da consola. A consola pode capturar cenários como mesas, cadeiras, areia da praia, basta ter imaginação.

O inconveniente do captador de cenários passa por quando estamos a pressionar as teclas para combatermos mas parece que estamos a combater durante um terramoto. Isso acaba por tornar o combate impreciso e desconfortável.

 Reality Fighters não tem mais de duas a três horas de jogo, para além disso existe ainda um modo de sobrevivência, contra-relógio e modo de treino. Temos ainda o modo online e esse certamente vai ser o que vai chamar mais a atenção dos jogadores. Neste modo podemos competir contra outros jogadores de todo o mundo. É sempre engraçado lutar contra a criação de outro jogador, sendo que a inteligência dessa nova personagem de artificial não tem nada.

O modo online não é perfeito e tem alguns problemas, o maior desses problemas passa pelo facto de não oferecer nada que prenda o jogador.

Podemos dizer que não existem modos como torneios ou até mesmo uma simples tabela de ranking que motive o jogador a permanecer a não ser pela competição entre os totais dos nossos amigos.

 Reality Fighters utiliza uma tecnologia de realidade aumentada onde o efeito visual é bastante interessante e funcional. Não quer isto dizer que é uma boa experiência visual. Lutar com personagens pouco trabalhados e um pouco desfigurados não é lá grande coisa. Tudo parece que foi apressado a fim de fazer o lançamento do jogo, isso nota-se bastante nas personagens do jogo.

 No que toca ao áudio podemos dizer que já ouvimos pior, ou não.  As músicas cumprem o seu objectivo mas não ficam no ouvido.  A única voz da única personagem que devemos ter em conta é a do mestre Miyagi, as restantes personagens parece que gravaram as suas vozes num microfone de baixa qualidade.

 A ideia para o jogo Reality Fighters até foi bem pensada mas no que toca à execução o jogo não foi lá muito feliz. Não tem um conteúdo digno de competir de igual com outras consolas.

A quantidade de conteúdos que podemos desbloquear e a possibilidade de combater contra outros jogadores online faz com que este jogo não pareça tão vazio.

Este jogo sai a perder em muito pois comparado com outros jogos PS Vita como Ultimate Marvel Vs Capcom 3 e Blazblue Continuum Shift Extend só os que estiverem distraídos é que vão acabar por reparar em Reality Fighters. Pois é, com duas escolhas como as citadas em cima quem é que vai dar atenção a Reality Fighters.

Resumindo, este não é propriamente o jogo que está à procura para poder passar um bom bocado. Mas existem gostos para tudo e quem sabe se este não é um estilo de jogo que até aprecia.

Um pouco mais sobre o autor…

O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.