REVIEW – Shoot Many Robots

REVIEW – Shoot Many Robots

Maio 14, 2012 Não Por Perplera

Nos últimos anos a Demiurge têm dado apoio a produtoras de renome como por exemplo a Irrational e a BioWare, e pouco devem saber que esta empresa teve um papel importante na criação de jogos como Bioshock, Mass Effect, Borderland e Rock Band. Pois é, a Demiurge desenvolveu o jogo Shoot Many Robots e podemos desde já dizer que fizeram um excelente trabalho.

Esta empresa criada em 2002 tem desenvolvido vários jogos, em especial para PC e também versões portáteis de telemóvel, a sua entrada para os jogos das plataformas das consolas caseiras foi tão natural como respirar.Com mais de 20 jogos criados a Demiurge cria agora um bom ponto de partida para o seu mais recente jogo.

Shoot Many Robots é um jogo que tem como influência jogos como Metal Slug e Hard Corps, neste jogo o campo de batalha é o foco principal pois é o local onde toda a acção se desenrola.

Mas para aqueles que pensam que o título do jogo já revela tudo, desenganem-se, o jogo não consiste só em disparar contra Robots, o que a produtora pretende aqui é que o jogador entre numa espécie de acção “non stop”.

Quando exterminamos os Robots a nossa pontuação é multiplicada e essa multiplicação vai dar-nos a pontuação final. Essa pontuação é útil para que o jogador suba de nível e para equipar o protagonista do jogo com novas armas principais e secundárias, podemos também providenciar casacos especiais de defesa, calças, protecções para a cabeça entre outras coisas.

Estamos então na presença de um role-play de acção, um shooter 2Dcom alguns cenários 3D, adicionamos-lhe um estilo country dos estados unidos, para o acompanhamento musical aplicamos-lhe um Blues e Rock´n Roll e uns protagonistas que bebem umas cervejas para recuperar a barra da vida e ficam assim elucidados sobre o que vos espera.

Este jogo pode ser jogado com até quatro jogadores de forma cooperativa. O modo single player significa empenho e uma dose excessiva de violência para que se atinja um fim, o objectivo é conseguir sempre melhores armas e objectos de ataque e defesa. Mas quando jogamos como multiplayer o processo é bem mais divertido, gera-se um caos agradável embora isso não acrescente grandes mudanças a experiência de jogo.

O jogador entra na pele de P.Walter Tugnut, este é um destemido soldado com um chapéu de Cowboy que vai para o campo de batalha carregando todo o armamento possível (e impossível). Tudo isto acontece porque uma fábrica passou a produzir Robots que têm uns parafusos a menos e serram tudo o que pela frente lhes aparece, para além disso também disparam bombas gerando o caos por onde passam. P. Walter parte para a guerra sozinho, ou acompanhado destruindo montes e montes de Robots que lhe aparecem pela frente. Neste jogo dispomos de uma rulote que funciona como loja de armas e elementos de combate onde podemos adquirir material de destruição implacável (uns mais que outros).

Este jogo é o típico jogo 2D em que podemos disparar em todas as direcções e acumular pontos e parafusos por cada Robot que destruímos. O jogo passa por vezes de slow para fast com grandes vagas de Robots que tentaram eliminar a nossa personagem. Alguns jogos são as típicas missões que vão do ponto A ao ponto B, outras são autênticas missões survival.

No final de cada nível seremos pontuados e a nossa pontuação estará entre uma e cinco estrelas. Vamos adquirir também porcas que os robots vão deixando para trás à medida que vão sendo destruídos.

O “Score” é essencial para que a nossa personagem suba de nível. A nossa personagem pode subir de nível a qualquer altura, mesmo a meio de um nível. Com a subida de nível, a nossa personagem adquire novas armas e acessórios entre outros objetos que modificam o nosso personagem.

O ritmo de jogo é motivado pelo uso que o jogador dá às duas armas que equipam a personagem. Como arma primária o jogador poderá ter uma metralhadora, espingarda, pistolas etc. qualquer uma delas com munições infinitas. Quando forem a rulote vão perceber que muitas das armas se encontram bloqueadas até que se atinja determinado nível.

À medida que vamos progredindo os nossos inimigos vão ficando mais fortes e como é lógico devemos equipar a nossa personagem com um arsenal cada vez mais potente.

Quanto à arma secundária, esta conta com munições limitadas mas em contrapartida é mais poderosa, muito útil para situações de aperto como também para derrotar os bosses.

Tal como acontece no jogo Metal Slug neste podemos encontrar umas caixas que podem conter power-ups de vitalidade ou até mesmo munições extra.

A possibilidade de podermos equipar a nossa personagem até aos dentes é sem dúvida alguma um dos pontos que mais interessa no jogo. As possibilidades de equiparmos a nossa personagem são muitas, chapéus de cerveja, cintos de explosivos e muito mais.

O jogo tende a repetir-se um pouco tanto no estilo de jogo como no ambiente de jogo.

Existem alguns percursos alternativos e alguns bónus escondidos mas no geral o jogo ainda fica um pouco longe do velho Metal Slug.

Conforme nos aproximamos do final a dificuldade aumenta em muito e os jogadores vão sentir-se tentados a pedir ajuda a amigos para alcançar o êxito.

O jogo está muito bem estruturado com um multiplayer cooperativo de até quatro jogadores.

 

NOTA 7/10

Positivo
  • Boa quantidade de conteúdo.
  • Grande variedade de armas e equipamentos.
  • Muitas mortes e explosões gratuitas de robôs.
  • Ótimo senso de humor.
Negativo
  • Fica monótono com o tempo.
  • Repete níveis e batalhas contra Bosses.