REVIEW – Tamarin

REVIEW – Tamarin

Novembro 3, 2020 Não Por Perplera

Na história de Tamarin começamos com a casa dos pacíficos macaquinhos a ser destruída e incendiada por um exército de enormes formigas. Toda a família e amigos do nosso macaquinho peludo desaparece e é aqui que inicia uma aventura clássica para que Tamarin se reúna novamente com os seus familiares.

Até aqui tudo certo, temos um enredo e um objetivo a perseguir. Este jogo mistura elementos de Shooter e de plataformas o que numa fase inicial parece bem interessante.

Este é um jogo de exploração contínua, pois para desbloquearmos certos caminhos teremos de encontrar diversos elementos como por exemplo um determinado número de bagas, pássaros ou até mesmo pirilampos. Pelo caminho iremos enfrentar vários inimigos e escalar várias partes do cenário de forma a conseguir cumprir os nossos objetivos.

O jogo não conta com qualquer informação para onde o jogador se deve dirigir. Mas conforme vamos explorando vamos descobrindo novos caminhos que podem premiar o jogador ou então levá-lo ao seu destino.

Jogabilidade…

Misturar elementos de plataforma e Shooter já não é propriamente uma novidade, existem centenas de jogos com esta mistura que por vezes é um sucesso. Infelizmente para Tamarin esse não foi o caso, este jogo está longe de ser um grande sucesso. Existem várias falhas em comandos essenciais como por exemplo saltar e disparar. Cada salto que tentamos fazer no decorrer do jogo é um desafio mesmo que o salto seja simples de se executar. Em relação ao uso das armas e ao confronto com os exércitos de formigas acabamos por ficar bastante frustrados em parte desses confrontos. Mirar nos nossos adversários não é natural, as armas parecem ser todas iguais apesar da diferença estética e os inimigos tanto caem ao primeiro disparo como de um momento para o outro só caem após descarregar completamente toda a munição do carregador. Eu diria que não existe consistência em certas mecânicas do jogo.

Mas o jogo conta com um problema ainda mais grave do que os tiros ou os saltos da nossa personagem. Refiro-me ao posicionamento da câmara de jogo, esta por vezes fica muito mal enquadrada não permitindo visualizar correctamente área do jogo. Este pequeno grande pormenor faz com que a visualização do ecrã Game Over seja constante e por consequência temos de regressar bem atrás no jogo devido aos poucos pontos de salvamento.

Gráficos e Som…

Tamarin apresenta-nos um visual impressionante com um mundo cheio de cores, mesmo após a passagem das formigas e de toda a destruição que elas deixam para trás os cenários conseguem ser bonitos. Mas mesmo assim tudo isto não consegue dar vida ao jogo. Apesar de existirem vastas zonas de floresta carregadas de cor, isso não chega para lhe dar vida. E mesmo quando interagimos com um ou outro animal no decorrer do jogo isso disfarça um pouco a falta de vida no jogo mas só por pequenos instantes. Existem partes do jogo como por exemplo os túneis cinzentos e as fábricas que o jogador irá ter de percorrer por várias vezes e que são demasiado pobres e desencorajam os mais teimosos dos jogadores.

Conclusão…

Para ser o mais sincero possível, após alguns trailers esperava muito mais de Tamarin. Mas não era só pelas imagens ou vídeos que eu possa ter visto sobre o jogo que eu esperava bem mais, era também pela equipa que criou o jogo. Tendo em conta o histórico desta equipa como por exemplo, Banjo-Kazooie ou Goldeneye 64, esperava bem mais do que nos foi apresentado em Tamarin.

Este jogo tem vários problemas visuais, não chega a ser suficientemente atraente para agarrar os jogadores e os problemas das mecânicas de salto e posicionamento da câmara estragam experiência de jogo.

Tamarin encontra-se disponível para PlayStation 4 e PC, este jogo também já tem em desenvolvimento uma versão para Xbox One.

Tamarin era um jogo aguardado por muitos mas que infelizmente será recordado por poucos.

 

Nota 5/10

Positivo
  • Personagem fofinho.
Negativo
  • Gráficos ultrapassados.
  • Controlos impressos.
  • Posicionamento da câmara falha.
  • Armas são todas iguais.

Um pouco mais sobre o autor…

O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.