REVIEW – Tom Clancy’s Ghost Recon: Future Soldier

REVIEW – Tom Clancy’s Ghost Recon: Future Soldier

Julho 14, 2012 Não Por Perplera

Passaram-se cinco anos desde o último lançamento da série Ghost Recon, na altura reforçou uma posição muito singular com o jogo Ghost Recon : Advanced WarFighter 2

Um jogo muito bom em 2006 e que se reforça em 2007, Ghost Recon regressa agora para assumir um lugar que é seu como o melhor FPS de todos os tempos. Mas será que Ghost Recon não terá perdido tempo para conquistar o seu lugar perante os fãs?

Por esse motivo e mais alguns a Ubisoft colocou a Red Storm Entertainment a trabalhar em conjunto com a Ubisoft Paris (veterana na série) e com a Ubisoft Bucareste (uma estreante em Ghost Recon).

A série de nome Future Soldier acaba por trazer à baila a velha discussão se as séries anuais podem ou não manter o fulgor ou se o descanso pode realmente fazer bem as séries e aos fãs.

 Ghost Recon : Future Soldier coloca-nos no papel de soldados do Futuro (tal como diz o título do jogo), com um arsenal e engenhocas ao nível do seu título. As missões neste jogo devem ser concretizadas com a maior cautela, rapidez e muito rigor, como se fossem fantasmas, pois no caso de algo correr mal o governo Norte-Americano nega sempre qualquer envolvimento.

 

A história de Ghost Recon : Future Soldier começa quando uma equipa de Ghosts é eliminada numa missão de rotina que ao que parece correr muito mal. Como é de se esperar o governo americano desenvolve uma investigação para apurar o que se passou para que a missão tivesse o desfecho que teve. Este jogo vai percorrer quatro continentes e o estilo de combate vai variar muito no decorrer de cada missão.

Future Soldier aposta num ritmo mais elevado e dinâmico ao contrário de Advanced Warfighter em que os Ghosts eram mais lentos e tácticos. Este jogo é a combinação de diferentes elementos de jogo que dão ao jogo uma personalidade própria para o mais recente jogo da Ubisoft que vai conquistar com facilidade qualquer tipo de amante de FPS´s.

Future Soldier é como já devem ter reparado um jogo de ação na terceira pessoa mas que quando o jogador clica no botão para usar a arma este passa automaticamente para primeira pessoa para que o jogador possa automaticamente ter uma melhor perspectiva sobre a acção do jogo.

Este jogo dá-nos o melhor dos dois mundos na área dos shooters, na perspectiva do jogo em terceira pessoas faz com que o jogador crie uma maior ligação com a personagem e no jogo em primeira pessoa oferece-nos um campo de batalha mais envolvente. No geral o jogo mostra-se muito fluido e muito natural.

No que toca ao sistema de cobertura podemos dizer que é do melhor que alguma vez vi e que é essencial no estilo de jogo criado para Ghost Recon : Future Soldier.

Em relação aos jogadores que se mostrem mais irresponsáveis e que achem que a protecção e cautela é para meninos então preparem-se pois o castigo para atitudes imprudentes é bem alto.

O sistema de cobertura de Ghost Recon : Future Soldier não é nada mais nada menos do que uma recuperação do sistema de cobertura de Splinter Cell : Conviction, mas desta vez Ghost Recon : Future Soldier contorna a monotonia que se vai instalando no decorrer do jogo e que tanto tem afetado esta geração de videojogos.

Quero dizer com isto que podemos proteger e rapidamente progredir entre pontos de cobertura de forma sucessiva.

Mas o jogo não se baseia só em cobertura e ataque, o jogo também incentiva a cautela e é nessa altura que a camuflagem entra em ação. Sempre que o jogador se encontrar agachado ou deitado a camuflagem entra em ação confundindo o inimigo, essa é a forma de Future Soldier incentivar o jogador a ser mais cauteloso e ao mesmo tempo puxar pela vertente estratégica do jogador.

Apanhar os inimigos de surpresa, ser sorrateiro, furtivo no campo de batalha, assassinar alvos específicos no campo de batalha ou optar por guerras em campo aberto são opções que o jogo Future Soldier deixa que seja o jogador a decidir, mas o jogador deve ter em atenção que todas essas decisões podem ter recompensas ou então consequências.

 

Em Future Soldier, sempre que o jogador vê algum inimigo, veículo ou colega deitado no chão, pode marcar esse ponto desejado e a sua equipa reage de acordo. Se quiserem podem marcar alvos que a equipa posiciona-se para os eliminar e é só comandar que disparam, mas isto só acontece se não estiverem em conflito aberto.

Assim sendo o jogo mostra o seu lado mais táctico e com um foco estratégico.

Em Future Soldier é tudo muito intuitivo e natural, é tudo muito rápido pois se na maioria dos casos estamos a fazer mira para disparar, marcar um inimigo é fácil e não precisa de tarefas adicionais.

 

O jogo Ghost Recon Future Soldier aumenta a sua longevidade ao dar a possibilidade de jogar o modo campanha com até quatro jogadores, existem ainda objectivos secundários que nos permitem ganhar bónus para as armas e para a personalização.

Todas as missões têm, para além da missão principal, quatro objetivos secundários que podem ir desde percorrer determinada área sem levantar alarmes a termos de eliminar determinado indivíduo no decorrer do jogo. Cada um desses objetivos secundários dá-nos vontade de experimentar comportamentos diferentes e novas abordagens perante o inimigo como por exemplo apanhá-lo pelas costas e partir-lhe o pescoço.

O futuro em gadgets…

A personalização de cada um das armas foi sem dúvida um dos pontos altos deste jogo, isso é possível sem restrições e o jogador certamente vai tentar várias trocas ao ponto de melhorar as suas armas para que estas se tornem o mais eficazes possíveis no campo de batalha.

No início de cada missão vai são atribuídas duas armas ao jogador, uma primária e uma secundária, é possível personalizar cada uma das armas para levar para combate, é claro que quanto mais peças desbloquearmos no jogo melhor personalização terão as nossas armas.

Quando nos encontramos a personalizar as nossas armas vemos um ecrã que é simples intuitivo e muito directo no objectivo de personalização de cada uma das armas existentes.

Na personalização das armas é possível escolher as mais variadas peças para serem personalizadas, vão desde as miras ao guarda chamas passando pelo gatilho, percutor, coronha, carregador e outras peças.

É certo que não podemos ir armados em malucos quando personalizamos uma arma, temos de respeitar os princípios que constituem uma arma que são o equilíbrio, alcance e a força que pertencemos de uma arma

Mas tal como eu já disse, este é um dos aspectos que mais cativou os jogadores.

Mas não é só isso que se destaca nos gadgets, por exemplo, desde o primeiro nível de jogo que vamos ter umas granadas de reconhecimento, essas granadas detectam qualquer inimigo dentro de espaço que elas conseguem alcançar. Ou seja, quer o inimigo esteja a vista ou dentro de um edifício nós vamos sempre saber que ele existe e onde ele se encontra. Algo muito interessante é também o tipo de visão, vamos ter acesso tanto a visão nocturna como a visão térmica o que nos vai ajudar muito na altura de fazer os devidos reconhecimentos das áreas por onde temos de nos deslocar.

Algo que é de destaque neste jogo é o uso de drones, estes permitem-nos usá-los tanto em terra como no ar. Através deles vamos poder detectar os nossos inimigos e depois ao nosso sinal a nossa equipa de Ghosts vai poder abater o inimigo sem dificuldade.

Neste ponto vamos poder ver que ser estratega tem as suas recompensas.

Modo Multijogador

No que toca ao modo multijogador este jogo também se mostra muito competente. Future Soldier coloca todas as suas ferramentas e possibilidades ao dispor dos jogadores que se queiram enfrentar em campos de batalha inspirados nos cenários que percorremos ao longo da campanha. O competitivo se mantém dentro do que temos nos outros jogos, todos contra todos por equipas com possibilidade de escolher entre modos por objectivos, como Sabotador e Conflito (que os fãs tiveram a oportunidade de testar na beta), com recompensas a premiar opções de personalização de personagem mais amplas, em Future Soldier o destaque vai para o modo Guerrilla, a versão Ubisoft do modo Horde que conquistou o mundo em Gears of War 2. No modo Guerrella podemos ter até ao máximo de quatro jogadores que vão cooperar de modo a conseguirem conquistar zonas de conflito para depois terem de se defender de sucessivas vagas de inimigos.

Quando temos uma campanha tão prazerosa de jogar combinado com um modo cooperativo de suporte, simplesmente não conseguimos resistir a Future Soldier.

O jogo Future Soldier na realidade não traz nada de novo, mas a capacidade de agarrar no que já tinha feito, adaptar a uma nova realidade e limar todas as arestas acaba por dar um novo ar que passados cinco anos conseguiu ainda ultrapassar alguns estúdios que lançam jogos todos os anos e podem inovar ainda mais.

No aspecto cinematográfico este jogo consegue bater o jogo Call of Duty e sempre mantendo a sua sobriedade nunca esquecendo que os Ghosts são Ghosts e são eles que dão o nome ao jogo.

Ghost Recon Future Soldier vem mostrar que é possível adicionar novas vertentes a um jogo mantendo sempre os pilares principais do jogo, nunca fugindo às suas origens.

Para um jogo que nada mais tinha tido desde o ano de 2007, Ghost Recon volta a conquistar os jogadores mostrando que mesmo com uma realidade mais atual ou um pouco mais futurista é possível e que não perde na qualidade que a Ubisoft nos tem habituado com esta série.

Este é sem dúvida um dos grandes jogos FPS deste ano e sem dúvida que vai dar ainda muito que falar.

 

NOTA: 9/10

Positivo
    Negativo