REVIEW – Walking Dead – 1º Episode

REVIEW – Walking Dead – 1º Episode

Junho 14, 2012 Não Por Perplera

Neste primeiro episódio de The Walking Dead, a Telltale apresenta-nos um elenco original de personagens, com alguns pormenores interessantes, reconhecidos pelos fãs.

Saúde-se a capacidade de inovar no gênero das aventuras, como decisões e elementos de ação.

Ambiente cartoon…

O jogo foi inspirado na banda desenhada de Robert Kirkman, A New Day apresenta uma direcção artística baseada na técnica de Cel Shading, dando aos cenários e personagens um aspecto de cartoon.

As personagens apresentam expressões faciais detalhadas e emotivas, contribuindo para a imersão na trama. Destaque ainda para as sequências de suspense, conseguindo, a espaços, causar valentes sustos, principalmente quando um zombie aparentemente inerte decide deitar as garras de fora…

Elenco interessante…

A adaptação televisiva apresentou um misto de personagens da BD e algumas originais para a série.

Já a Telltale tomou a liberdade de apresentar um elenco original, embora tenha incluído algumas participações especiais, com nomes como Hershel Greene e Glenn. O protagonista desta aventura chama-se Lee Everett, um prisioneiro que escapa durante um acidente, enquanto era transportado pela polícia.

Contem com uma dezena de personagens interessantes, incluindo duas novas crianças.

Decisões difíceis…

O formato não linear do progresso é um dos melhores aspectos desta aventura.

Ao longo da história existem decisões complicadas a serem tomadas, todas elas com impacto na narrativa e na relação entre as personagens.

Dessas escolhas, terão, por exemplo, de salvar uma pessoa, em detrimento da outra. Mesmo a nível de diálogos, existe um tempo limite para responder, e consoante a escolha, terão um resultado distinto. Principalmente na relação futura com outros sobreviventes. Estas escolhas serão transpostas para os próximos episódios.

Certamente que irão recomeçar o jogo para ver o que muda nessas decisões.  

Acerta-lhe no crânio… 

O jogo introduz algumas sequências de ação simples, mas muito interessantes. Estas misturam o conceito de Quick Time Events com ações de timing e esporadicamente elementos de mira. É preciso alguma perspicácia e análise do cenário para ativar certas ações preciosas, mas nada de muito complicado. E com estes elementos de ação, o jogo consegue oferecer uma tensão muito própria patente na BD e na série televisiva.

Ausência de puzzles…

Trata-se de uma aventura minimalista em termos de puzzles, e o inventário não terá mais de dois ou três objectos, sendo principalmente de uso imediato. O grande dinamismo do jogo são os diálogos e as sequências de ação. A ausência de puzzles não é verdadeiramente má, pois mantém a história a um ritmo frenético. Poderão activar as ajudas, assinalando os pontos de interacção no cenário.

Veredicto…

Depois da desilusão de Jurassic Park e em parte de Back to the Future, a Telltale parece ter encontrado em The Walking Dead a direção correta para um novo conceito de aventura point and click. O ambiente da banda desenhada foi bem recriado, as personagens são carismáticas e a narrativa tem bom ritmo. Temíamos pelas mecânicas de ação implementadas no género, mas a sua simplicidade não quebra a intensidade e o horror necessários ao tema. E as decisões impostas revelam-se difíceis, mas muito interessantes. Esperamos que a Telltale se aguente até ao final da temporada.